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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O quase rei e o herdeiro da coroa jamais destronada




Heleno de Freitas nasceu e morreu para o futebol e a vida enquanto Pelé nascia e se perpetuava para o mundo. Até aí nada demais, não fossem as tantas coincidências que se encarregam de emparelhar o trágico ao glorioso, a loucura à perspicácia, o fechar das cortinas à lenda viva. Tudo isso pude comprovar dia desses após assistir “Heleno, o príncipe maldito”, e dar o apito final na leitura da biografia com que tentaram homenagear o lendário atacante do Botafogo de Futebol e Regatas. Batendo datas, jogos memoráveis e também lances irrelevantes, cheguei à conclusão que Heleno e Pelé são os dois lados de uma mesma bola, por muitos conhecida como “a vida é um jogo sem replay, nem prorrogação”.

Heleno despontou nos profissionais do Botafogo carioca em 1940, ano em que Edson Arantes do Nascimento nasceu. Aprontou umas e outras, bateu nos adversários (e até nos próprios companheiros), pilotou os carros mais luxuosos da época, conquistou as mulheres mais belas e, apesar de tudo isso, foi campeão uma única vez: carioca, em 1949, mas vestindo a camisa do Vasco da Gama. Nasce o primeiro mito: o melhor jogador do Brasil e das Américas foi quatro vezes vice-campeão pelo time que tanto amava e a quem dedicava o sangue, e venceu um torneio pela equipe que gostava de judiar.

Inaugurado o Maracanã em 1950, Copa do Mundo no Brasil, nada mais natural que Heleno, estrela do Sulamericano em Santiago, no Chile, cinco anos antes, comandasse o temido ataque brasileiro, formado ainda por Ademir de Menezes, Zizinho e Jair Rosa Pinto, certo? “Nunca”. Uma única, solitária, rasteira e definitiva palavra, do treinador da Seleção, Flávio Costa, para quem havia o jogador apontado um revólver meses antes da convocação definitiva, tirou o atacante do Mundial. Morre o segundo mito: Costa havia dito que sem Heleno o Brasil levava o caneco.

E não é que o Brasil conseguiu perdeu de virada, dentro do "Maraca" lotado, para um Uruguai que só tinha uma jogada: lançamento de Obdulio Varela, entrada de Giggia como uma flecha pela ponta-direita, chutaço no canto esquerdo do arqueiro brasileiro Barbosa? Uruguai campeão, nem o próprio capitão Obdulio acreditava. Só se deu conta da parada no dia seguinte, quando se reconheceu na capa de um jornal carioca, após uma noitada impublicável num cassino de má fama. Não tem jeito; boemia rima com bola em qualquer época...



Mas o show, ou a vida, ou, ainda, o princípio da morte, forneceu mais uns capítulos para o centroavante Heleno: desabou física e mentalmente, foi internado num sanatório já com sífilis avançada, morreu esquecido, pobre, pior que um farrapo. Quando faleceu, Heleno sequer sabia que o Brasil havia sido campeão do mundo, na Suécia, em 1958. E pelos pés daquele que herdaria a coroa que o botafoguense, por pouco, não ostentou na cabeça: Pelé.

Também mineiro, o pequeno Edson não teve berço de ouro nem estudou nas melhores escolas. Se conheceu Heleno, foi pelas transmissões dos jogos via rádio. Soube desde cedo que vida de boleiro é curta nos gramados. Tratou de aproveitar todas as chances, se consagrou, parou e jogar e continua uma grande estrela; arrasta multidões e admiradores por onde passa e sua palavra tem influência dentro e fora de campo, quase quatro décadas após pendurar as chuteiras.

Fora o fato de que defenderam grandes clubes brasileiros e de que ambos vestiram uniformes alvinegros (Pelé jogou 90% de sua carreira com a camisa do Santos Futebol Clube), até no registro da trajetória dos craques há as faces da derrota e da glória. Mesmo sendo o jogador mais fotografado de sua época, Heleno não aparece em mais que centenas de fotos e só agora, mais de 50 anos após sua morte, um livro e um filme contam suas desventuras.

O livro é por demais insosso, ofusca lances primordiais de grandes partidas e parece ter sido escrito por um professor de física quântica que jamais parou para assistir um 11 contra 11. Tenho a impressão é que o camarada até hoje está na dúvida se a bola de futebol é redonda, quadrada ou, quem sabe, oca. Em certas passagens, vislumbro não a imagem de um boleiro, mas a sombra de um trágico cantor de tangos com meiões, chuteiras....e um copo de uísque.

Faltam alguns anos luz pro "biógrafo" chegar aos pés de um Ruy Castro que, mesmo hiperbólico, metafórico e passional, cometeu o grande "Estrela Solitária", um retrato comovente de outro mito botafoguense: Mané Garrincha. A escrita é morna, não tem paixão e livro sobre jogador de futebol, escrito por quem não gosta do "bola-no-pé", não é livro que se dê o respeito.

Quanto ao filme, bem que tentei nele enxergar algum link com a arte futebolística. Mas ali só encontrei o personagem do ator Rodrigo Santoro "calibrado" de éter e metido em noitadas ao invés de um craque de futebol, justamente o que deu fama a Heleno de Freitas. São poucas as cenas em que ele aparece com aquela postura de boleiro que come grama e enfia o queixo no bico da chuteira. Filmaram tudo em preto e branco e com partidas realizadas à noite, debaixo de chuva artificial, e em câmera lenta, para tentar tornar o retrato em algo poético. Fracassaram.

Cláudio Adão, um dos grandes centroavantes brasileiros de todos os tempos, treinou o ator para as cenas de futebol e diz que, quando começaram os trabalhos, Santoro estava tão perna-de-pau que parecia dar "canelada em tijolo". Tá certo, tem o lado promíscuo e anti-heróico do personagem, mas se a intenção era mostrar a glória e decadência de um jogador de futebol, o que não se vê no filme é justamente o "molho": futebol. Credibilidade, então, para se interpretar um goleador, é coisa de outro mundo. Gol contra! 

Por outro lado, Pelé é personagem de milhões de reportagens, documentários, teses de mestrado e doutorado e o filme de sua vida ainda está acontecendo, ao vivo e a cores, diariamente, nas telas da globalização. O cara caminha pros 72 anos de idade, e faz parte do comitê organizador da Copa de 2014. Qual a receita desse sucesso inacabável? “Juízo”, diriam alguns; “sorte”, alegariam outros.

Apesar de todas as ressalvas, no placar eletrônico da mitologia do futebol, contudo, ainda acredito, sinceramente, que não há perdedores quando se fala em Heleno e Pelé. Um quase foi rei, o outro é discípulo de um quase rei jamais destronado...

Sérgio Augusto
Editor da  www.academiadapalavra.blogspot.com 
Fotos Divulgação 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Pelé teria sido o que sempre será


Entre o "teria sido" e o "para sempre haverá" vai uma boa distância. Digo isso depois que assisti (pela trilionésima vez) um festival de gols da seleção na Copa de 70, no México. Especialmente os gols que o Pelé não fez me chamaram a atenção. Cara, imagina o que teria sido do futebol se aquele "drible da vaca" que ele deu no Mazukiewicz, goleiro do Uruguai, tivesse acabado no fundo das redes? E a bomba lá do meio de campo, que fez o goleiro Viktor, da então Tchecoslováquia, voltar pra baliza feito uma barata tonta, torcendo como doido pra bola mudar de rumo? A mandinga (???) do agnóstico Viktor, infelizmente, deu certo.

E aquela cabeçada contra a Inglaterra, que fez o Gordon Banks voltar, não se sabe de que planeta, pra defender de fora pra dentro, e evitar o gol do Rei? Teriam sido, sem dúvidas, golaços históricos, mas justamente por não terem sido é que ficou o mito e os sonhos que metade do mundo já construiu sobre eles.

Mas deixemos de lado os entretantos e vamos correr nos finalmentes (Odorico Paraguaçú, segura tua onda aê, rapá!). O Pelé é um superstar, adorado por muitos, criticado por outros, mas jamais ignorado por todos. Dentro de campo foi, e ainda é o maior. Parou de jogar e virou um "jetsetter" e uma lenda viva, bem articulado e, de vez em quando polêmico. Mas o que seria da vida não fosse a polêmica pra bagunçar o coreto?

Falando em bagunçar geral, lembro de outro lance daquela Copa de 70, também contra o Uruguai. É quando o zagueiro pisa no Pelé, dentro da área, e o juiz finge que não vê. Na jogada seguinte, bola na linha lateral, quase na linha de fundo, e lá vem o cavalo uruguaio de novo, pra quebrar o 10. O Rei dá uma olhadela, tem a certeza que o juiz tá longe, arma o braço direito e, num golpe de mestre, arrebenta o maxilar do uruguaio com uma cotovelada linda, poética, arrasa-quarteirão. Sofisticado como ele só, ainda se embola com a vítima e rolam os dois pelo gramado. Pelé expulso? Claro que não. A besta do juiz ainda dá falta contra o Uruguai. KKKKK

E se o Pelé tivesse se intimidado? O uruguaio ia quebrar a perna dele e adeus futebol. Já pensaram? O Rei parar de jogar no auge da majestade por causa de um beque medíocre e violento? O mesmo se aplica às especulações e mitos que muito se cria em cima do "quase", do "poderia ser" e mesmo do "talvez". Há quem diga que o ser humano faz os mitos e deles se alimenta. Ô raça esquisita....

E que tal deixar de lado os entretantos do "haveria de ser" e chutar logo na direção do "tá valendo"? Nada melhor que matar a parada de uma vez e ainda ficar com o troco do "já foi", valeu? Nisso o próprio Pelé foi mestre. Naquele mesmo jogo contra Tchecoslováquia, ele desequilibou a partida com uma das maiores criações da metafísica universal. Não só da metafísica, eu diria até que da aerodinâmica.

Gerson pega a bola na intermediária do adversário, enxerga o Pelé dentro da área e faz o passe redondo, milimétrico. Como no futebol, assim como na vida, não há perfeição, o lançamento tem endereço certo, mas o 10 não tá sozinho; tá cercado de zagueiros tchecos e tem que deles se livrar o quanto antes.

A bola vem decaindo e o cara toma três decisões imprevisíveis, numa fração de segundos. Primeiro: o mais indicado seria cabecear; a bola vem pronta pro arremate e é só testar e correr pro abraço. Pois ele salta e mata a bola no peito. Nessa decisão tomada, o sistema defensivo tcheco desaba. Se fosse mesmo cabecear, como mandam as leis da física, daria tempo do adversário chegar junto e abafar a jogada pra escanteio.

Segundo passo: matada a bola no peito, é hora de dar um "chega pra lá" nos adversários que restaram na parada. De novo, a surpresa: assim que pousar no chão, os zagueiros tchecos vão correr em cima como que acordados de um letárgico "rigor mortis", que durou poucos segundos. Então Pelé deixa a bola quicar no chão.

Não perde o raciocínio, fera: quicou no chão a bola, observa como o último dos adversários, ainda na "cola" do mestre, se dá por vencido e deixa pra lá. Saca só como ele para e age, resignado, como quem diz: "seja o que Deus quiser". Mas a jogada ainda não foi liquidada. Falta o ending com chave de ouro e diamantes.

Falta o goleiro Viktor, que tá bem posicionado embaixo das traves. O Pelé com toda a certeza vai mandar a bomba de canhota. Eis que vem a terceira e última das supresas nesse golpe de mestre: o cara troca de perna e manda de direita, colocado, na veia, no ângulo, e metade do mundo deixa o queixo cair, para, e em seguida aplaude a obra de arte.

Uma jogada com todos os ingredientes do gênio, do craque, do "teria sido", que, em segundos, se torna o "está sendo" e "para sempre será". Mais que qualquer palavra ou frase de efeito, fico com esse lance do Pelé. Está aí a síntese e o acaso, o que parecia impossível e o resultado prático, o "nunca" transformado em "sempre" e que "para sempre" ficou.

Câmbio, desligo

Sérgio Augusto

Editor da Academia da Palavra

terça-feira, 19 de julho de 2011

Ganso e Neymar chegaram a constar entre os 30 em lista para a Copa de 2010, admite Jorginho

Atualmente desempregado após pouco mais de dois meses no Goiás, o técnico Jorginho participou da abertura da Soccerex, neste sábado, na praia de Copacabana. Sem receio de falar de sua passagem pela Seleção Brasileira e a eliminação precoce na Copa do Mundo da África do Sul, o ex-jogador relembrou os momentos difíceis que passou ao lado de Dunga após a derrota para a Holanda, em Porto Elizabeth, nas quartas de final do torneio.

No bate-papo, o treinador, que na época era auxiliar da Seleção, admitiu que a comissão técnica poderia ter levado Paulo Henrique Ganso, do Santos, e Carlos Eduardo, hoje no Rubin Kazan, da Rússia, para o Mundial. Segundo ele, em nenhum momento foi cobrada pela CBF da comissão técnica uma renovação do time canarinho. Segundo Jorginho, a equipe foi montada para vencer a Copa do Mundo de 2010 e não para o Mundial de 2014.

Confira os principais trechos da entrevista com Jorginho:

GLOBOESPORTE.COM: Você se arrepende de alguma situação que tenha ocorrido na Seleção?

JORGINHO: Procuramos fazer tudo muito bem planejado. Se você não ganhar, começa a surgir um monte de problemas. Tudo o que fizemos foi pela Seleção. Ninguém sente a derrota mais do que a gente. Vai doer para o resto da vida. A coisa que atrapalhou e se agravou antes da Copa do Mundo foi a relação com a imprensa. Não foi nada planejado e foi acontecendo. Tiveram erros de ambas as partes e essa é uma situação que precisamos repensar daqui para frente.

Poderiam ter chamado outros jogadores?

J: Fizemos a convocação com muito critério. Não foi nada feito em cima da hora. Tínhamos uma convicação. As pessoas poderiam discordar de dois nomes. O Dunga teve a convicção de só chamar atletas que tinham passado pela nossa equipe. O Neymar até foi cogitado, mas achávamos que era muito cedo para ele. Já o Ganso e o Carlos Eduardo, não. Colocamos os dois na lista dos 30 nomes que foram entregues à Fifa, mas eles não foram à Copa.

Foi pedida uma renovação na Seleção que foi à Copa de 2010?

J: Muitas coisas foram faladas em cima do resultado, mas sabemos que as críticas são levadas pela emoção, pelo momento. Em nenhum momento nos foi pedido para montarmos uma Seleção para a copa do Mundo de 2014. Tínhamos um outro pensamento e a confiança de que tudo daria certo.

Ficou chateado com tais afirmações?

J: Quando a Copa acabou e o Brasil foi eliminado é que falaram que o grupo tinha idade alta. Eu estava preparado para jogar e ganhar o Mundial de 2010, não para 2014. O Lucas, por exemplo, teve oportunidade nas Olimpíadas. Hoje, ele é um jogador que está preparado para a Seleção. O Thiago Silva a mesma coisa. Foi pedido comprometimento e foi isso que nós buscamos o tempo todo. Eu tenho um grande respeito pelo presidente (Ricardo Teixeira). Ele manteve a comissão técnica mesmo com a medalha de bronze nas Olimpíadas e alguns tropeços nas eliminatórias. Naquele momento ele poderia ter mudado tudo, mas foi homem e manteve todo mundo no cargo. O que foi pedido nós cumprimos à risca.

Os jogadores questionados deram a resposta que esperavam dentro de campo?

J: Todos os jogadores que nós convocamos nos deram resposta em algum momento. O Júlio Baptista era questionado, mas fez uma excelente Copa América. Todos achavam que o nosso time levaria um chocolate da Argentina na final da competição, mas foi o Brasil que deu o chocolate. Todos os jogadores que estiveram bem durante o trabalho foram convocados para a Copa.

Você tem falado sempre que questionado sobre o que ocorreu na Copa da África do Sul, mas o Dunga ainda não. Por que?

J: O Dunga está passando um momento difícil com o pai dele e creio que está focado nisso. A pressão em cima dele é muito maior do que em cima dos outros. O Dunga decidiu não fazer nada até o fim do ano. Eu não. Sou treinador, já assumi um clube e uma hora eu tinha que falar sobre a Copa. Muita gente não entende o Dunga, mas ele é uma excelente pessoa. Ano que vem ele vai retomar a carreira dele.

O Kaká chegou inteiro ao Mundial da África do Sul?

J: Antes da Copa, por conta do problema no púbis, ele não podia nem se mexer. Decidimos que levaríamos o Kaká para a Copa mesmo assim. Durante a competição, ele foi crescendo e fez a sua melhor partida contra a Holanda. Se ele faz aquele gol, ninguém falaria da condição do Kaká. Esse problema que ele teve após a Copa foi uma outra coisa. Tudo já foi explicado.


Fonte: Márcio Iannacca/G1

Foto: Globoesporte.com

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Gênios do futebol brazuca ganham homenagem à altura



Dizem que a bola nasceu quadrada na Inglaterra e virou redonda no Brasil. Isso para falar de um futebol que incorporou regras e esquemas europeus e, através de um espírito muito seu, transformou o jogo em alguma coisa que se pode chamar de arte sem qualquer impropriedade. O que seria do jogo da bola sem os grandes craques? Algo insípido e rotineiro. Em homenagem a eles, os jornalistas João Máximo e Marcos de Castro deram a esses seres excepcionais a narrativa que merecem. Gigantes do Futebol Brasileiro é composto por 21 perfis de atletas que marcaram época. Nesta segunda edição, vão de Arthur Friedenreich a Ronaldo. Incluindo, claro, o insuperável Garrincha e o maior de todos, Pelé.

A 1.ª edição de Gigantes saiu em 1965. Parava em Pelé, cuja carreira ainda estava em pleno desenvolvimento. Na época, o livro foi criticado por duas omissões graves: excluía o extraordinário Ademir e, em especial, Didi, rei do meio campo, inventor da jogada conhecida como "folha seca", e eleito melhor da Copa de 1958.

Nesta segunda edição, o livro paga suas dívidas e traz os inspirados perfis de Ademir e Didi. Este último, escrito com tanto zelo e admiração que se transforma num dos melhores, talvez o melhor capítulo de todo o livro. Além de saldar suas contas, a nova versão de Gigantes do Futebol Brasileiro traz capítulos sobre jogadores mais contemporâneos, além do já citado Ronaldo, que encerrou carreira há poucos meses: Gérson, Rivellino, Tostão, Falcão, Zico e Romário.



A eles se juntam craques presentes na edição de 1965, Friedenreich e Ademir e também Fausto, Domingos, Leônidas, Tim, Romeu, Zizinho, Heleno, Danilo e Nilton Santos. Total: 21 gigantes, divididos de maneira equânime entre Marcos de Castro e João Máximo. Cada um deles assina dez perfis. Como a conta não dá redonda, o texto sobre Nilton Santos, a "Enciclopédia do Futebol", é escrito pelos dois. Na primeira edição, o prefácio era de autoria de Paulo Mendes Campos. Texto mantido na segunda, que ganha reforço de peso com a apresentação assinada pelo colorado Luis Fernando Verissimo. Um timaço.

Gigantes do Futebol Brasileiro nos traz uma sensação de familiaridade. Afinal, muitos de nós vimos jogar os últimos dos perfilados. Ronaldo há pouco defendia o Corinthians, depois de carreira estupenda na seleção e em clubes do exterior. Lembramos dos gols que marcou pela seleção na Copa de 2002, em especial os dois decisivos na final contra a Alemanha. Tivemos Ronaldo por perto ao ajudar o seu último clube a conquistar o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil. É imagem recente.

Como até certo ponto são Gérson, Rivellino e Tostão, companheiros de Pelé na conquista do Tricampeonato no México, em 1970. Naquela Copa, a transmissão direta dos jogos pela TV chegava pela primeira vez ao Brasil e a população, oprimida por uma ditadura militar, podia acompanhar ao vivo as façanhas da "seleção canarinho", como dizia um famoso locutor da época. Fomos todos contemporâneos da "patada atômica" de Rivellino, dos lançamentos de Gérson, da inteligência de Tostão.



Ainda mais recentes são Falcão e Zico, dois dos principais nomes da seleção de 1982, o escrete que jogou muita bola na Espanha, mas foi eliminado pela Itália numa partida que ficou conhecida como a "tragédia de Sarriá" - nome do estádio no qual o Brasil caiu diante de Paolo Rossi, autor dos três gols da sua seleção.

Contemporâneo também é Romário, grande responsável pela conquista de 1994 nos Estados Unidos, que tirou o Brasil da longa fila de 24 anos de títulos mundiais. Até pouco tempo atrás, o "baixinho", hoje deputado federal, desfilava nos gramados, infernizando zagueiros com seu estilo minimalista e fatal.

Todos esses vimos jogar. Sabemos aquilatar o que valiam. Mas, e dos que não vimos? O que falar deles? Torcedores de meia idade podem ter pegado, por exemplo, o final da era Garrincha. Se não moravam no Rio, é provável que tenham acompanhado a carreira do mago das pernas tortas através do rádio. "Ouviram" Garrincha jogar. E, nem por isso, vibraram menos com ele, em especial durante as Copas de 1958 e 1962, quando os jogos eram acompanhados apenas pelas ondas do rádio e, dada as efusões nacionalistas dos locutores, tornavam-se verdadeiras provas de esteira ergométrica para cardíacos.



O que dizer então dos craques do passado remoto, dos primórdios do futebol? Esses só existem através das narrativas. E, é preciso dizer mais uma vez, nem por isso eles se tornam menos familiares aos aficionados do esporte. Nomes como Friedenreich, Fausto, Domingos, Heleno e outros tantos existem para nós filtrados pela lenda que deixaram. Tornaram-se mitos e, como tais, presentes em nossa própria história de torcedores de futebol, mesmo que tenham morrido antes de nascermos.

Ao entrarmos para o mundo do futebol, na infância, herdamos a história desses grandes craques, numa espécie de sedimento da tradição, que passa de pai para filho e constrói o Brasil como país do futebol. Daí a importância das grandes narrativas, como estas propostas por Marcos Castro e João Máximo.

Elas resgatam do passado o pioneirismo de Friedenreich, craque mestiço, filho de mãe negra e pai alemão, mulato de olhos claros que disfarçava o cabelo rebelde sob uma camada de brilhantina. Fried, ‘El Tigre’, foi o primeiro gênio registrado do futebol brasileiro, ainda na fase pré profissional. A viagem no tempo nos traz de volta Domingos da Guia, um dos raros zagueiros a entrar no panteão (a maioria é composta de atacantes e meias). O chamado Divino Mestre matava os torcedores de medo com seus dribles curtos dentro da grande área. Recordamos as vidas de glória e tragédia de Fausto, a Maravilha Negra, morto por uma tuberculose, e Heleno, o craque galã, que acabou seus dias num sanatório de doenças mentais, atingido pela sífilis.

São nossos heróis, se os vimos jogar ou se apenas ouvimos falar deles, em como foram grandes em seu tempo, o legado que deixaram, o fim que tiveram. Fazem parte da nossa história de torcedores. Por isso, no prefácio de 1965, Paulo Mendes Campos tenta desvendar o prazer que a leitura de Gigantes do Futebol Brasileiro havia lhe proporcionado. E encontra resposta tão singela quanto luminosa: "Escreveram um livro sobre mim. Ou sobre você, leitor." É isso mesmo.



Fonte: Luiz Zanin Oricchio / Estadão

Fotos: Divulgação

Brasil, paraíso dos lucros com eventos esportivos

Fifa e COI já asseguram lucros recordes com a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 no Brasil. Para garantir valorização dos contratos com patrocinadores, o argumento foi o do aumento da audiência dos eventos no mundo.

Segundo a Fifa, cerca de 1 bilhão de pessoas assistiram ao menos parte da partida final entre Espanha e Holanda. A entidade alega que nenhum outro evento garante tal exposição às marcas.

Entre as Copas de 2006 e 2010, a audiência subiu 8%, outro fator para elevar os preços. Curiosamente, a audiência da Copa no Brasil em 2010 foi 4% inferior à de 2006. Mas a expansão na Ásia alavancou acordos de marketing para 2014.

Nem os escândalos de corrupção na Fifa foram suficientes para reduzir o valor dos contratos. Apenas com as seis maiores empresas parceiras, a Fifa vai arrecadar US$ 1,6 bilhão (cerca de R$ 2,5 bilhões). Os direitos de TV no Brasil darão à Fifa mais US$ 2,2 bilhões (em torno de 3,4 bilhões), cifra duas vezes maior que a da Copa de 2002.

O interesse pela Olimpíada no Rio em 2016 também bate recorde. Segundo o COI, os contratos com emissoras de todo o mundo devem superar US$ 4 bilhões (aproximadamente R$ 6,2 bilhões).


Foto: Divulgação

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Juninho é o melhor batedor de faltas da história, segundo físico inglês

Quando se fala em Juninho Pernambucano, logo vem à memória do torcedor vascaíno o gol de falta marcado contra o River Plate, no empate por 1 a 1 pela semifinal da Taça Libertadores de 1998, considerado por muitos o gol do título naquela competição. Mas basta dar uma breve pesquisada na carreira do jogador para constatar que os gols de falta são, na verdade, uma especialidade do Reizinho da Colina.

O físico inglês Dr. Ken Bray, da Universidade de Bath, na Inglaterra, gerou discussão ao afirmar que Juninho era o melhor cobrador de faltas da história em trecho do livro “How to Score: Science and Beautiful Game” ("Como Marcar: Ciência e Jogo Bonito”, em português), de 2009. O GLOBOESPORTE.COM entrou em contato com o cientista para saber detalhes de sua tese. Segundo ele, existem três tipos de cobrança de falta: com "topspin", assim como no tênis; com "sidespin", com efeito de lado; e a chamada "knuckleball", que, mesmo com pouco efeito, apresenta uma movimentação imprevisível e se assemelha a um arremesso de beisebol:

- Existem três diferentes técnicas utilizadas para cobranças de falta no futebol moderno. Eu digo que Juninho é o melhor cobrador de faltas de todos os tempos porque ele pode explorar todas elas. Pode haver jogadores, como Beckham e Cristiano Ronaldo, que se tornaram especialistas em um determinado método, mas nenhum atingiu a mesma capacidade técnica de Juninho em ser capaz de aplicar todos os três - afirmou, em entrevista por telefone e por e-mail.

De acordo com o físico, atualmente são poucos os jogadores que chutam a bola com pouco ou nenhum efeito. O mais comum nas cobranças de falta é o "sidespin":

- A maioria dos cobradores de falta desvia a bola, chutando-a rápido, com "spin" (giro ou efeito de rotação). O tipo mais fácil de giro para se aplicar é o "sidespin", em que a bola roda, como um pião, sobre um eixo vertical. Ela, então, move-se fortemente para um dos lados durante a trajetória, dependendo se é chutada por um jogador destro ou canhoto.
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No entanto, a marca registrada de Juninho é, sem dúvida, a falta cobrada com "topspin". O meia se caracterizou por marcar gols, muitos deles de longa distância ou com pouco ângulo, batendo na bola de uma forma em que ela faz um rápido movimento de cima para baixo, pegando os goleiros de surpresa. Um bom exemplo é o gol marcado contra o River Plate.

- Existem alguns jogadores, como Didier Drogba, que podem chutar a bola com "topspin". Isso é muito difícil de se fazer com a bola no chão, mas, se esse tiro sai, ela vai mergulhar, tornando-se desconcertante para o goleiro. O "topspin" também atinge uma velocidade muito maior do que o "sidespin", porque ajuda a empurrar a bola para baixo, assim como é feito por jogadores de tênis.

O cientista ainda explicou a técnica inspirada em arremessos de beisebol: a "knuclkeball", que é bastante utilizada pelo português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid:

- Finalmente, existem cobranças de falta em que, paradoxalmente, a bola é chutada quase sem "spin" e, mesmo assim, atinge muita velocidade. Nesse caso, as forças aerodinâmicas constantemente mudam de direção e tendem a mover a bola durante a trajetória. Isso acontece porque a bola moderna é constituída de poucos gomos. A da Copa do Mundo de 2010, por exemplo, tinha apenas oito painéis, enquanto a da Copa de 2006 tinha 14. Assim, a trajetória da bola se assemelha a um método especial utilizado por alguns "pitchers" (arremessadores de bola, no beisebol), que a lançam com muito pouco efeito. Esse arremesso com a bola de beisebol, que tem apenas dois gomos, é chamado de "knuckleball", cuja movimentação é imprevisível. Estamos vendo esse termo cada vez mais utilizado no futebol: Cristiano Ronaldo explora a técnica muito bem, e replays em slow-motion revelam que ele aprendeu a chutar a bola quase sem "spin".

Ken Bray, que considera o também inglês David Beckam o segundo maior cobrador de faltas de todos os tempos, logo abaixo de Juninho, lamentou o fato de o brasileiro ter deixado o futebol europeu - após oito temporadas no Lyon, ele saiu em 2009 rumo ao Al Gharafa, do Qatar, onde permaneceu até o fim de maio. A esperada reestreia pelo Vasco será nesta quarta-feira (07), a partir das 21h50m (de Brasília), contra o Corinthians, no Pacaembu. Se depender do físico, a torcida cruz-maltina pode esperar grandes momentos de seu camisa 8:

- É uma grande pena que os torcedores europeus não possam mais ver Juninho de perto, mas tenho a certeza de que os torcedores do Vasco vão saborear suas habilidades na produção de gols de falta espetaculares. Aos 36 anos, ele pode não atuar sempre durante os 90 minutos, mas é um grande jogador para se ter no time quando se está no meio de um jogo equilibrado, em que apenas uma cobrança de falta espetacular pode vazar o gol adversário. Nesse ponto, a idade em nada vai interferir. Por tudo isso, acredito que a próxima geração de jogadores de futebol pelo mundo faria bem se estudasse as cobranças de falta de Juninho.

Fonte: Ivan Raupp/ G1

Foto: Getty Images

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Saudações tricolores


E não é que o Fluminense conseguiu? Bicampeão brasileiro, comeu a bola, distribuiu belos lances de bola parada e em movimento e levou pras Laranjeiras o Brazuca 2010. Minha raiz é rubro-negra, mas não posso me esquivar de manifestar minhas saudações tricolores aos amigos e conhecidos "tantas vezes campeões".

Não é pelo simples fato de ser campeão; o que me orgulha nesse time do Fluminense é a garra. Cara, há anos que eu não via algo parecido no futebol. Há exatamente um ano, quando o meu Mengo levantava essa mesma taça (um suspiro melancólico acaba de escapar...), o Flu lutava desesperadamente pra se livrar da Segundona, lembram? Os frios números das estatísticas davam ao tricolor só 1% (ou menos) de chance de não ser rebaixado pra Série B desse ano. E depois de não sei quantas (parece que foram 10) vitórias seguidas e uma combinação muito doida de resultados, os caras das Laranjeiras fugiram da degola.

Méritos do Cuca, o ex-treinador, e de todo o time. Mas se tem alguém que merece todas as glórias desse momento supremo é aquele argentino pequenininho, o Darío Conca. Ô baixinho bom de bola! E não é de hoje. Desde a Libertadores de 2008 que Conca vinha se destacando. Foi preciso que o marrento do Muricy Ramalho assumisse o tricolor pro Conca ganhar espaço de verdade dentro do clube. Taí o resultado.

Bem, nada disso seria possível se o clube, finalmente, não levasse a sério o planejamento. Viram quanto os caras investiram esse ano? Além do salário milionário do Fred, foram buscar o Muricy, o Deco e o Washington (quanto dá isso mensalmente?) e uma penca de outros reforços. Fecharam o grupo num objetivo, superaram tudo quanto foi adversidade e levaram a taça. Nem tudo foram flores, é claro, mas o Flu merece. Valeu Fluzão

"Sou tricolor de coração; sou do clube tantas vezes campeão"

Sérgio Augusto
Editor da Academia da Palavra

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Federer e Nadal arrebatam mais de 90% dos Grand Slams

Em julho de 2005, Rafael Nadal conquistou o troféu de Roland Garros pela primeira vez. Nascia ali uma polarização nos Grand Slams. Desde então, foram disputados 23 finais dos principais torneios do tênis, e apenas duas não foram vencidas pelo espanhol número 1 do mundo ou pelo suíço Roger Federer. Eles ganharam, juntos, 91,3% dos títulos de Grand Slams no período.

Roger Federer conquistou 12 títulos de Grand Slams desde 2005. Foram três no Australian Open, um em Roland Garros, quatro em Wimbledon e quatro no US Open.Rafael Nadal levantou nove troféus: cinco de Roland Garros, dois de Wimbledon, um do Australian Open e um do US Open.

Novak Djokovic e Juan Martín Del Potro foram os únicos tenistas a conseguirem a façanha de interromper a sequência dos multicampeões. O sérvio conquistou o Australian Open de 2008, derrotando o francês Jo-Wilfried Tsonga na final. O argentino bateu Federer na final do US Open de 2009. Um outro tenista aparece de na lista dos títulos de Grand Slam nos últimos cinco anos, mas antes de Nadal ganhar seu primeiro. O russo Marat Safin conquistou o Australian Open de 2005, derrotando o australiano Lleyton Hewitt na final.

A supremacia dos dois tenistas é traduzida no ranking da ATP. Roger Federer terminou no primeiro lugar em 2005, 2006, 2007 e 2009, anos em que Nadal ficou na segunda posição. Em 2008, o espanhol conseguiu o lugar mais alto, com o suíço na vice-liderança.

Fonte: Globo Esporte.Com


Foto: Divulgação

terça-feira, 1 de junho de 2010

Futebol: "caixinha de surpresas" ou ciência exata?

Não são apenas os torcedores fanáticos que passam horas em frente à TV assistindo a jogos de futebol. Cientistas do mundo inteiro também têm feito isso. Eles tentam extrair números valiosos dos campeonatos, identificando, por exemplo, qual a melhor área do gol para bater um pênalti, ou o que faz bandeirinhas errarem na hora de marcar impedimentos.

O G1 selecionou dez pesquisas que tentam encontrar padrões de comportamento dentro do jogo. A cobrança de pênalti, por ser um momento crucial e mais "controlado", é um dos momentos mais estudados pelos cientistas. Confira os estudos:

1 - Leve deslocamento do goleiro influencia lado que jogador bate o pênalti

Pesquisadores da Universidade de Hong Kong analisaram 200 batimentos de pênalti dos campeonatos mais importantes do mundo e perceberam que o goleiro pode influenciar o lado em que o jogador mira a bola.

Segundo os cientistas, se o goleiro se deslocar entre seis e dez centímetros para o lado, o jogador não percebe conscientemente o movimento, mas aumentam em 10% as chances dele bater do lado oposto à direção em que foi o goleiro. Isso ocorre porque, inconscientemente, o jogador percebe que ali há mais espaço.

2 - Maior parte dos gols é marcada no segundo tempo

Uma análise das três últimas Copas feita pela Universidade de Salônica, na Grécia, mostrou que, em média, os gols ocorrem mais no segundo tempo.

Dividindo a partida em seis partes de 15 minutos, os pesquisadores também descobriram que o último período, entre os 30 e 45 minutos de segundo tempo, é o mais perigoso para os goleiros, pois nas três copas mais de 20% das finalizações de sucesso ocorreram nesse intervalo.

Segundo os autores, a probabilidade de gols aumenta no final da partida por causa da deterioração física, das táticas adotadas e das falhas de concentração.

3 - Bandeirinha que corre muito erra na hora de marcar impedimento

É muito difícil o bandeirinha estar exatamente na linha do impedimento na hora de marcá-lo, mas ainda assim eles conseguem acertar em 94% das vezes, revela um estudo publicado no "Jornal Internacional de Psicologia do Esporte".

Em uma análise feita em quatro jogos, pesquisadores concluíram que, na maioria das vezes em que os bandeirinhas erram, eles estão correndo. Os erros são mais raros quando eles estão parados, ou andando.

4 - Escolher um lado para pular na hora do pênalti não é boa ideia

Há goleiros que escolhem um lado para saltar antes mesmo de observar o batedor. Segundo o estudo da Universidade de Negev, em Israel, essa não é uma boa iniciativa, pois o melhor lugar para ficar durante um pênalti é no centro do gol.

De acordo com os pesquisadores, que analisaram 286 batidas de pênalti, os goleiros não fazem isso porque entendem que pular demonstra esforço, enquanto ficar no meio das traves dá a impressão de que eles não estão agindo.


Um dos temas que sempre causa polêmica entre os cientistas que estudam futebol é saber se as cabeceadas machucam as estruturas internas do crânio.

Um estudo levado a cabo pelo Instituto de Tecnologia da Flórida, por exemplo, mostra que jogadores que cabeceiam com mais frequência podem apresentar problemas de aprendizado, falta de atenção e menos velocidade na hora de processar informações.

Já uma pesquisa liderada por cientistas da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, diz que praticamente não há alterações cerebrais mesmo após sessões intensas de cabeceadas.



6 - Além da mira, pênalti perfeito depende da velocidade

Não basta ter boa pontaria para chutar o pênalti perfeito. Uma pesquisa realizada pelo professor Ronald Ranvaud, da USP, mostra que, além de chutar nos cantos superiores, é necessário fazer com que a bola atinja uma velocidade de pelo menos 80 km/h. Se o chute for mais fraco, as chances de o goleiro defender aumentam.

Segundo Ranvaud, para bater o pênalti perfeito o jogador tem que mirar em uma área que corresponde a um retângulo de 1,8 metro de largura por 1,60 de altura, que fica em cada ângulo do gol.

7 - Comemorar com exagero é perigoso

Um estudo feito por médicos da Turquia com 152 jogadores que se machucaram durante os jogos mostrou que nove deles se feriram durante comemorações exageradas. Grande parte dos problemas eram distensões – ocorridas por causa de "peixinhos" na grama – ou costelas e clavículas quebradas porque um jogador subiu em cima do outro.

8 - Crianças com poucos irmãos têm mais chance de se tornarem goleiros

Um inglês especialista em saúde infantil analisou famílias de 14 times de futebol e descobriu que os goleiros tendem a ter famílias menores. A média de irmãos de um goleiro foi de 1,1, enquanto os que jogam no meio-de-campo têm em média 2,4 irmãos.

Segundo o pesquisador, isso ocorre porque em famílias pequenas os jogos são feitos com poucas pessoas e as crianças são obrigadas a jogar mais no gol, enquanto em famílias maiores é possível revezar as posições.

9 - Na hora do pênalti, melhor não prestar atenção no goleiro

Um estudo da universidade de Amsterdã, na Holanda, mostra que, na hora de bater o pênalti, é melhor o jogador escolher o lado antes de começar a correr. Segundo o estudo, que usou dez jogadores para analisar as cobranças, se o jogador ficar prestando atenção no goleiro e decidir trocar a direção da bola enquanto corre para chutá-la, aumentam as chances de ele mandar a bola para fora ou chutar de forma imprecisa.

10 - Juízes tendem a favorecer time que joga em casa

Pelo menos na Inglaterra, o time que joga em casa tende a ser favorecido pelo juiz. Uma análise de 2.660 partidas mostrou que cartões amarelos e vermelhos são mais aplicados no time visitante.

A pesquisa, realizada por cientistas do Reino Unido e da Nova Zelândia, mostrou também que times que não são favoritos tendem a ser fazer mais faltas. Além disso, times que jogam em casa na presença de muitos torcedores em geral apresentam um jogo mais agressivo, mas sem cometer mais infrações do que a média.

Fonte: G1 

Foto: Dylan Martinez/Reuters

segunda-feira, 1 de março de 2010

Jogos de Vancouver: polêmica e competição acirrada ao extremo

Os Jogos de Inverno de Vancouver foram marcados pela polêmica, pela coroação de uma rainha e pela mobilização de um país, o Canadá, que saiu da competição como grande vencedor no quadro de medalhas e recordista no número de medalhas de ouro: 14 ao todo. A morte do georgiano Nodar Kumaritashvili em um treino abriu a polêmica sobre a segurança da pista de bobsled, que nos próximos anos deve mudar suas prioridades, colocando a segurança à frente da velocidade.

Na patinação artística também haverá discussão depois da vitória do norte-americano Evan Lysacek sobre o russo Evgeni Plushenko. O que vale mais? O lado artístico ou a perfeição técnica? Resposta daqui a quatro anos, nos Jogos de Sochi, na Rússia. A unanimidade fica para a "rainha" sul-coreana Yu-Na Kim, que quebrou o recorde de pontos na versão feminina do evento.

Um dos destaques dos Jogos de Inverno foi a China. De 14.ª colocada nos Jogos de Turim, a equipe subiu para a 8.ª posição, com destaque para a participação na patinação artística, que teve dobradinha na prova de duplas com Xue Shen e Hongbo Zhao levando a melhor sobre Qing Pang e Jian Tong. O time também teve participação expressiva nas provas de velocidade da patinação e no esqui, o que indica a intenção de brigar no quadro de medalhas nos próximos Jogos.

Se os chineses tiveram motivos para comemorar, o mesmo não aconteceu com os russos, que ficaram bem aquém do esperado com o 10.º lugar e apenas 3 medalhas de ouro. O presidente do país, Vladimir Putin, deixou claro que cabeças vão rolar e haverá investimento em treinadores estrangeiros, afinal a competição de 2014 será em casa. A participação brasileira em Vancouver foi ruim, como já era esperado. Em Turim, há quatro anos, comemorou o 9.º lugar de Isabel Clark no snowboard, mas a atleta não conseguiu repetir o feito no Canadá, ficando em 19.º.

O restante da equipe só marcou presença. No esqui cross-country, Jaqueline Mourão ficou em 67.º e Leandro Ribela, em 90.º. No esqui alpino, nem Maya Harrison nem Jhonatan Longhi conseguiram concluir a prova de slalom por causa das condições climáticas. Ficaram respectivamente em 48.º e 56.º no slalom gigante.

Fonte: AE

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Adiada estréia do esquiador brasileiro Jhonatan Longhi nos Jogos Olímpicos de Inverno do Canadá

A estreia do esquiador brasileiro Jhonatan Longhi nos Jogos Olímpicos de Inverno, em Vancouver, no Canadá, foi adiada. A prova do slalom gigante, que seria disputada no domingo, acontecerá só na terça-feira devido às condições da pista de Whistler Creekside. Segundo o COB (Comitê Olímpico Brasileiro), as condições da pista melhoraram nos últimos dias, mas outras provas, sem brasileiros, já haviam sido adiadas anteriormente. Por conta disso, o calendário de treinos e eventos de Whistler Creekside teve que ser adaptado.

"O Jhonatah é um jovem de natureza tranquila e está bastante calmo. É claro que, tratando-se de Jogos Olímpicos, existe uma ansiedade e não dá para ficar indiferente. Mas não muda muita coisa na programação de treinamento dele", falou Stefano Arnhold, presidente da CBDN (Confederação Brasileira de Desportos na Neve).

Fonte: Folha Online

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Brasileira conquista ouro na Copa do Mundo de Judô em Budapeste

A judoca brasileira Mayra Aguiar levou a medalha de ouro na Copa do Mundo de Budapeste, na Hungria, neste domingo, ao derrotar a japonesa Tomomi Okamura, na categoria até 78 kg, por ippon. "Mayra não deu chances para a japonesa na final e teve atitude desde o primeiro segundo. Ela é extremamente competitiva e luta muito concentrada, com tranquilidade e equilíbrio. Isto faz toda a diferença. A atuação dela nesta Copa do Mundo foi impecável", disse a técnica da seleção feminina, Rosicléia Campos, para o site da Confederação Brasileira de Judô. No sábado, a brasileira Sarah Menezes perdeu para japonesa Haruna Asami e ficou com a medalha de prata na categoria até 48 kg.

Homens

Na Copa do Mundo de Viena, na Áustria, os brasileiros Luciano Corrêa (-100kg) e Walter Santos (+100kg) também se destacaram e conquistaram medalhas de prata neste domingo.

Fonte: Folha Online

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Cartola Romário demite treinador Bebeto no América (RJ)

A dupla tetracampeã mundial Bebeto e Romário está desfeita no América-RJ. Após a derrota para o Olaria por 2 a 1, neste sábado, na Rua Bariri, pela semifinal da Taça Moisés Mathias de Andrade, o técnico Bebeto foi demitido por Romário, gestor do futebol do clube. "O Romário conversou comigo após a partida e entendeu que era o momento de mudar.

Não fizemos uma campanha abaixo das dos clubes de menor investimento, pois alguns deles dispõem de mais estrutura e começaram a se preparar bem antes, mas respeito a decisão do Romário e nossa amizade está acima de qualquer situação profissional", explicou Bebeto.

Bebeto comandou a equipe rubra em oito partidas pelo Estadual, vencendo três e empatando uma. "O grupo tem potencial, mas o America hoje tem um time e não um plantel. Procurei fazer meu trabalho aprendendo a entender as limitações do clube", comentou.

Fonte: AE

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Zico de volta ao Fla; ex-jogador será convidado para compor diretoria

No dia seguinte à declaração de Zico, de que pensava em um dia retornar ao Flamengo, a presidente do clube, Patrícia Amorim, admitiu nesta quarta-feira que fará contato com o ídolo rubro-negro para dar início às conversas. A ideia inicial é ter o treinador e ex-jogador como integrante da diretoria de futebol. Durante a apresentação do novo patrocinador do clube (a Batavo), na tarde desta quarta, a mandatária revelou o desejo recíproco de ter o Galinho na direção. "Flamengo e Zico sempre tiveram uma química perfeita. Mas vamos conversar com tranquilidade", disse Amorim, em entrevista à "Rádio Brasil".

A calma na negociação passa pela definição de um cargo em que Zico possa somar esforços à diretoria que trabalhou no título do Campeonato Brasileiro. O atual diretor de futebol do clube, Marcos Braz, já sinalizou que não tem receio algum e também aprovaria a chegada do ídolo flamenguista à Gávea. Na terça-feira, Zico admitiu que já pensa em voltar. "Se tiver que acontecer, vai acontecer de forma natural. Já tive tempos de não pensar sobre isso, hoje já passa pela minha cabeça. O torcedor poder ter uma esperança. Mas tem que ser visto com calma, para não dar um passo errado", disse ao "Sportv".

Fonte: Gazeta Press

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Briatore, liberado de condenação, agora ameaça processar Nelson e Nelsinho Piquet

Depois de ver a Justiça francesa suspender o banimento que a FIA lhe impôs, Flavio Briatore agora diz que deve processar Nelson e Nelsinho Piquet pelo escândalo da armação do resultado do GP de Cingapura de 2008. "Não vou esquecer em um dia o mal que eles me fizeram", disse o ex-chefe da Renault, que também perdeu o cargo por seu envolvimento no escândalo, trazido à tona por Nelsinho pouco depois de ser demitido da escuderia.

Os Piquet não devem ser os únicos a ter de enfrentar Briatore nos tribunais. O italiano disse ainda que irá falar com advogados para saber se deve processar também pilotos que quebraram contratos com ele, como Lucas di Grassi e Heikki Kovalainen. Bernie Ecclestone, detentor dos direitos comerciais da F-1, afirmou que Briatore será bem-vindo ao paddock da F-1. 'Não há motivo para que ele não volte a gerenciar a carreira de pilotos'', afirmou o dirigente inglês.

'Nem mesmo os assassinos recebem punições perpétuas hoje em dia, e o tribunal parece estar de acordo'', completou Ecclestone.

Fonte: Folha de S.Paulo