terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Brasil: quase 80% dos funcionários públicos estão no Executivo

Pesquisa divulgada nesta terça-feira (15) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que 79% dos empregados no setor público do país em 2007 faziam parte do Poder Executivo. Na época, os quase 8 milhões de funcionários públicos do Executivo estavam distribuídos entre cargos federais, estaduais e municipais.

O levantamento, que traz os números mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (PNAD), revela que havia cerca de 10 milhões de trabalhadores no setor público em 2007. Os dados consideram funcionários da administração direta, administração indireta e de empresas estatais. Superávit das contas do setor público é o maior em um ano Governo acionou PF e Ministério Público contra fraudes no crédito consignado Setor produtivo se mostra mais confiante em agosto, diz Ipea

De acordo com a pesquisa, os funcionários públicos representavam 5,4% da população brasileira ou 11% das pessoas ocupadas no mercado de trabalho. A maior parte - 79% - exercia funções no Poder Executivo. Os demais estão distribuídos entre estatais (8,4%), administração indireta (8%), Judiciário (2,7%) e Legislativo (1,7%).

Regiões

Os dados do Ipea destacam ainda que a maior parte dos empregados no setor público em 2007 ocupavam cargos em estados da região Sudeste - 41% do total. Na sequência, aparecia o Nordeste, com 26,5% dos funcionários públicos do país, Sul (14,6%), Centro-Oeste (9,1%) e Norte (8,6%). O Centro-Oeste, no entanto, vence no quesito quantidade de funcionários públicos por habitantes. Nessa região, 6,8% da população é composta por empregados do setor público. A explicação se dá pelo fato de a capital federal estar situada no Centro-Oeste. Aparecem em segundo e terceiro lugar no índice as regiões Nordeste (5,15%) e Sudeste (5,17%), respectivamente.

O relatório do Ipea destaca que o número de cargos públicos cresceu no Brasil à medida em que o país teve sua economia fortalecida. Entre outros fatores, o aumento da quantidade de funcionários públicos também se deu após a promulgação da Constituição Federal de 1988, que propiciou o crescimento do número de cidades.

"No Brasil, como também ocorreu nos países desenvolvidos, o emprego público geralmente cresce à medida que se efetua o desenvolvimento econômico, pois este cria a necessidade de aumento dos serviços públicos, notadamente, nas áreas de infraestrutura e de educação e saúde. Também a urbanização e a democratização geram demanda por serviços públicos que, por sua vez, tendem a promover o aumento do emprego público", destaca trecho do relatório.

Assistência social

O levantamento mostrou ainda que o nordeste é a região mais beneficiada pelos programas sociais do governo, como o Bolsa-Família: em 2008 foram 5,445 milhões de famílias que receberam um total de R$ 5,6 bilhões em recursos do governo. O montante nordestino representa mais da metade do total, que chega a R$ 10,6 bilhões. Em seguida veio a região sudeste, com R$ 2,479 bilhões para 2,6 milhões de famílias. No norte, 1,075 milhão de pessoas foram beneficiadas com R$ 1,174 bilhão.

Previdência Social

A região Sudeste respondeu por mais da metade do valor arrecadado do ano pela Previdência Social, aponta o levantamento do Ipea. Juntos, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo arrecadaram mais de 105 bilhões em 2008; no mesmo período, a arrecadação total no Brasil foi de R$ 177,8 bilhões.

Bancos públicos

Os bancos públicos federais – Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica Federal (CEF) e Banco do Nordeste do Brasil (BNB) – somavam 6.663 agências em 2008 para atender todo o país. O estado com menor número de agências de bancos públicos é Roraima, com apenas dez unidades, seguido do Amapá com 17 e Acre com 22. No total, a região Norte contabilizava 334 agências; já na região Centro-Oeste, eram 572. No Sudeste são 2.691 agências; destas, 1.375 estão em São Paulo, 712 em Minas Gerais, 460 no Rio de Janeiro e 144 no Espírito Santo. A região sul tinha 1.530 agências, segundo a pesquisa.

Fonte: G1 em São Paulo e Brasília

Indústria milionária: carnaval 2010 terá patrocínio recorde em Salvador

A dois meses do carnaval, a prefeitura de Salvador anunciou na noite de ontem que a captação de patrocínios oficiais para a festa já é a mais alta desde que foi montado um projeto de comercialização de cotas para a folia, há quatro anos. De acordo com a administração municipal, três das quatro principais cotas, vendidas a R$ 3,1 milhões cada, foram compradas pela Nova Schin - que chega ao décimo ano consecutivo de apoio oficial -, pela Petrobras e pelo Itaú, que patrocinam a festa pela terceira vez. A cervejaria e o banco também já reservaram cotas para o carnaval de 2011.

Apenas com as três, a captação de investimentos chega a R$ 9,3 milhões, 24% a mais que os R$ 7,5 milhões arrecadados para a folia deste ano. Em 2008, empresas investiram R$ 8,6 milhões na festa, a maior captação que havia sido conseguida antes. A diferença está no valor das cotas, que custaram R$ 1,85 milhão no ano passado. "Fizemos um novo planejamento que vai deixar a exposição das marcas ainda maior", justifica Antonio Barreto Júnior, do consórcio OCP-Mago, responsável pela comercialização das cotas.

O quarto lote ainda está em aberto, mas a expectativa do consórcio é que seja fechado nos próximos dias. Também são esperadas para as próximas semanas assinaturas de acordos de cotas menores de publicidade. A meta da prefeitura é conseguir R$ 15 milhões de empresas para ajudar a bancar a festa - que custa à administração municipal, entre serviços de infraestrutura, fiscalização e limpeza pública, cerca de R$ 30 milhões. Segundo a prefeitura, a arrecadação tributária direta obtida nos dias de carnaval chega a R$ 6 milhões. O investimento restante sai do orçamento municipal.

Fonte: Thiago Décimo/Abril.Com

Stooges, Genesis e ABBA poderão entrar para o Rock and Roll of Fame

The Stooges, Genesis, ABBA, the Hollies e Jimmy Cliff são os nomes indicados para integrar Rock and Roll Hall of Fame em cerimônia que será realizada no dia 15 de março de 2010 (que marcará a 25ª edição da honraria), no Waldorf Astoria, em Nova York. A revista “Rolling Stone” norte-americana conversou com alguns dos indicados, como é o caso de Iggy Pop, que ao lado de sua banda, o The Stooges, recebeu de bom grado a tão aguardada indicação. “Nós já fomos rejeitados sete vezes, se isso acontecer novamente, vamos bater o recorde”, declarou.

O grupo pop sueco ABBA também foi pego de surpresa com a indicação. “Nunca pensei que isso fosse acontecer, porque nós somos uma banda pop, não de rock. Por sermos uma banda estrangeira do Pólo Norte, isso nos faz sentir muito bem”, afirmou Benny Andersson, um dos fundadores do grupo em 1970. Além dos grupos citados, a cerimônia do Rock and Roll Hall of Fame vai reconhecer os trabalhos do executive David Geffen e dos compositores Barry Mann & Cynthia Weil, Ellie Greenwich & Jeff Barry, Jesse Stone, Mort Shuman e Otis Blackwell.

Fonte: Abril.Com

Jovens começam a ser vacinados em março contra a gripe A no Brasil

O Ministério da Saúde anunciou ontem que adultos jovens e saudáveis, na faixa dos 20 aos 29 anos, serão vacinados contra o vírus da Influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína, entre março e abril do próximo ano, naquela que deverá ser uma das maiores campanhas de imunização já registradas no País. Entre os idosos, somente os com doenças crônicas, como diabetes e problemas cardíacos (as chamadas comorbidades), deverão receber a imunização. Já os idosos saudáveis continuarão a receber apenas a vacina contra a gripe sazonal, que já é fornecida todos os anos.

Outra novidade é que indígenas também farão parte do grupo prioritário para a imunização contra a gripe suína. A pasta confirmou ainda que profissionais de saúde, grávidas, pessoas de todas as faixas etárias que apresentem comorbidades e crianças de 6 meses a 2 anos deverão ser priorizadas, conforme vinha anunciando.

Segundo o diretor de Vigilância Epidemiológica do ministério, Eduardo Hage, foram reservadas 83 milhões de doses para a megavacinação, sendo que 50 milhões, o maior quantitativo, para adultos jovens e saudáveis dos 20 aos 34 anos. “Muitos países não ofertaram vacina para essa população”, disse o diretor, durante simpósio sobre a pandemia organizado pelo governo paulista.

Ele explica que os jovens dos 20 aos 29 anos serão necessariamente cobertos em todo o País, mas em cada região a cobertura poderá variar nessa população, chegando aos 34 anos, por exemplo, caso essa faixa demonstre ser vulnerável. Hage destacou ainda que as prioridades foram definidas com base em reuniões científicas com especialistas de todo o mundo e discussões com representantes das principais especialidades médicas.

O diretor disse que a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que os produtores poderiam optar por produzir uma das duas vacinas contra gripe para idosos: trivalente (que protegesse contra o vírus pandêmico da gripe e outros dois circulantes) ou bivalente (sem o vírus pandêmico). A pasta optou pela bivalente para que o Instituto Butantã, principal produtor público do País, pudesse usar as cepas do H1N1 na fabricação da vacina contra a gripe suína para quem corre maior risco.

“A população acima de 60 anos teria imunidade, seja porque os mais idosos tiveram contato anterior com o vírus H1N1 ou pela vacinação sazonal”, alegou. Não foi decidido se os idosos poderão receber as duas vacinas. “Há possibilidade de que uma interfira na outra.” O diretor destacou, no entanto, que a prioridade aos cidadãos que tenham comorbidades permitirá que parte dos idosos seja imunizada.

Fonte: Estadão

Teste reprova gel anti-aids na África

Um gel criado pelo laboratório norte-americano Endo para evitar a contaminação pelo HIV foi reprovado em testes na África, disse o Conselho de Pesquisa Médica (MRC) do Reino Unido ontem (14). O microbicida vaginal Pro 2000 foi testado em mais de 9.000 mulheres em quatro países africanos, sem evidências de que reduza a contaminação pelo vírus causador da Aids.

O resultado é um novo revés para o laboratório, cujas ações já tinham caído neste mês por causa da recusa das autoridades dos EUA em aprovar o medicamento Aveed, contra déficit de testosterona. Até agora, não há nenhum gel microbicida que funcione contra a contaminação pelo HIV, e este teste "mostrou conclusivamente que o gel Pro 2000 não tem benefício agregado", disse o MRC em nota.

"Este resultado é desanimador, particularmente à luz dos resultados de um teste menor patrocinado pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA, que sugeria que o Pro 2000 poderia reduzir em 30% o risco de infecção pelo HIV", disse Sheena McCormack, do MRC, responsável pelo estudo. Pesquisas apresentadas em fevereiro numa conferência sobre Aids no Canadá sugeriam que o gel Pro 2000, adquirido neste ano pelo laboratório Endo na compra do Indevus Pharmaceuticals, poderia reduzir em um terço o índice de contaminação.

O estudo do MRC foi o maior teste clínico internacional já feito sobre um gel para a prevenção do HIV. Quase 60 milhões de pessoas já foram contaminadas com o vírus, e 25 milhões morreram de Aids desde o início da década de 1980. O teste do MRC, realizado entre setembro de 2005 e setembro de 2009, abrangeu 9.385 mulheres e foi realizado pelo Programa de Desenvolvimento de Microbicidas, parceria não lucrativa entre 16 instituições africanas e europeias de pesquisas.

Os pesquisadores disseram que não houve diferenças significativas na taxa de contaminação entre as mulheres que usaram o gel Pro 2000 e as que usaram um gel placebo.

Fonte: Kate Keeland/Reuters

Tratar o câncer pode elevar risco cardíaco, dizem especialistas

Com base em estudos que apontam a maior incidência de problemas cardíacos em pacientes com câncer, especialistas defendem a associação da cardiologia à oncologia durante e após o tratamento da doença. A quimioterapia, a radioterapia e a hormonioterapia podem aumentar o risco de doenças como insuficiência cardíaca.

Como hoje os pacientes com câncer vivem mais, essas doenças aparecem mais. Segundo os cientistas, a saúde cardíaca dos pacientes oncológicos deve ser monitorada. "O cardiologista tem que ter noção de oncologia e o oncologista deve monitorar o coração, para detectar alterações precocemente", diz Carlos Serrano, coordenador da próxima edição da revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de SP, dedicada ao tema.

"É preciso criar a cultura de que o paciente em químio vai se curar em 80%, 90% dos casos. A partir de seis meses a um ano após o fim do tratamento seria o marco zero para avaliar alterações. Mas podem demorar anos para aparecer", completa o cardiologista Fernando Bacal, coordenador do Centro Einstein de Insuficiência Cardíaca.

Já há estudos que buscam um tratamento padrão com remédios que protegem o coração em associação à quimioterapia. Uma pesquisa da Faculdade de Medicina do ABC, por exemplo, avalia o uso de betabloqueadores, uma dessas classes de remédios. Foram acompanhados por um ano 40 pacientes em quimioterapia, com resultados preliminares promissores. Segundo Bacal, são necessários trabalhos mais extensos para comprovar o efeito.

De acordo com uma revisão publicada no "Journal of the American College of Cardiology", algumas drogas podem causar problemas cardíacos em até 28% dos pacientes. Em geral, tratamentos usados contra câncer de mama e linfomas são os mais cardiotóxicos, segundo Auro Del Giglio, titular de mastologia e oncologista da Faculdade de Medicina do ABC.

O risco de ter o problema aumenta com a idade, mas ele afeta pessoas de todas as faixas etárias, diz um estudo publicado na última edição do "Journal of the National Cancer Institute". Os autores defendem a criação de uma área chamada cardio-oncologia ou oncocardiologia e dizem que diretrizes sobre o tema são urgentes.

Fonte: Flávia Mantovani/editora-assistente do Equilíbrio da Folha de S.Paulo e Julliane Silveira/Folha de S.Paulo

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Livro conta bastidores por trás das músicas dos Beatles

No dia 1º de outubro de 1969 os Beatles entraram nos estúdios Abbey Road para gravar seu penúltimo disco, "Abbey Road". O LP começava com uma elegia ao guru do ácido lisérgico (LSD), Timothy Leary, que naquele ano decidira se candidatar ao governo da Califórnia contra ninguém menos que Ronald Reagan. Os primeiros versos de "Come Together" deveriam remeter ao slogan de Leary, "come together, join the party" ("venham, juntem-se à festa", ou "ao partido", uma vez que "party" tem duplo significado).

Leary não foi eleito, mas ouviu o disco na prisão, após ser preso por porte de maconha. Ficou louco da vida com Lennon, que não lhe deu o devido crédito na canção. Essa e outras histórias são contadas no livro "The Beatles - A História por Trás de Todas as Canções" (Cosac Naify, tradução de Alyne Azuma, 384 páginas, R$ 49), do jornalista inglês Steve Turner, que traz a obra integral do grupo comentada música por música.

Desde a época em que os Beatles vestiam roupas de couro preto, em 1962, até a dissolução do grupo, em 1970, nunca antes um jornalista dedicou tanto tempo ao estudo das letras de suas 208 canções como Steve Turner. "The Beatles - A História por Trás das Músicas" é não só um guia musical como um pequeno compêndio sociológico sobre o comportamento dos jovens nos anos 1960.

De um grupo que interpretava canções açucaradas no início de carreira, como "PS I Love You" (1964), a "Revolution" (1968), resposta desafiadora aos jovens burgueses que saíram às ruas, em maio de 1968, pregando a revolução maoísta, os Beatles enfrentaram as mudanças sociais e culturais do mundo sem medo de desagradar reacionários ou revolucionários. O argumento de John Lennon, porta-voz político do grupo, era o seguinte: todos falam em destruir o sistema, mas acabam colocando um monstrengo pior em seu lugar.

"Revolution" (do álbum branco) seria, então, a expressão máxima de sua visão política. Dizia explicitamente que não contassem com ele nas barricadas, se fosse para engolir a velha história do sistema. E argumentava: Os franceses não haviam inventado essa lenda de liberdade, igualdade e fraternidade? Ao que isso levou? À guilhotina. Os russos não colocaram o trem do marxismo para rodar? E ele não saiu dos trilhos?

A revolução dos Beatles, segundo Turner, foi, assim, estritamente musical. A banda, diz ele, se notabilizou por ultrapassar os padrões de qualidade das gravações da época, incorporando em suas capas o que de melhor existia na arte pop e expandindo as fronteiras da música popular, ao absorver desde a influência do blues americano até a música concreta do alemão Stockhausen. Prova disso é "Revolution 9".

Turner mostra, em seu livro, que muitas das canções dos Beatles não tinham sequer o peso alegórico que muitos fãs gostariam que tivessem. "She?s Leaving Home", do álbum "Sgt. Pepper?s Lonely Hearts Club Band", faz uso de uma linguagem naturalista porque foi inspirada numa notícia de jornal, sobre uma jovem adolescente londrina de 17 anos que fugiu de casa. Em 1967, segundo o FBI, 90 mil outros jovens fugiram de casa. Era a tal da sociedade alternativa chamando a moçada. A dupla Lennon e McCartney, sempre antenada, resolveu contar essa história. E criou um marco, o melhor disco pop do século 20.

Fonte: Estadão

Documentário "Diário de Sintra" conta os últimos meses de Glauber Rocha

"Diário de Sintra", documentário assinado por Paula Gaitán, última mulher de Glauber Rocha (1939-1981), recupera imagens dos últimos meses de vida do cineasta baiano, na cidade de Sintra, Portugal. O filme acaba de entrou em cartaz em São Paulo e no Rio de Janeiro. Maior nome do Cinema Novo, consagrado por títulos como "Deus e o diabo na terra do Sol" (64), "Terra em transe" (67) e "O dragão da maldade contra o santo guerreiro" (prêmio de melhor direção no Festival de Cannes em 1969), Glauber vivia então no exílio, no final da ditadura militar no Brasil.

As imagens deste documentário captam um lado mais pessoal e familiar do diretor, visto com a barba crescida, brincando com seus filhos menores, Ava e Eryk (hoje, ambos cineastas), nas praias portuguesas. Os Rocha viveram poucos meses naquele país, entre fevereiro e agosto de 1981, quando ele voltou ao Rio, onde morreu. Até hoje, se discutem quais as causas exatas de sua morte aos 42 anos, falando-se de septicemia, choque bacteriano e outras. O filme, porém, não entra nessa questão.

Em "Diário de Sintra", as imagens, captadas em super-8 e 16 mm, incorporam também a natureza ao redor da família, contribuindo para que o filme tenha um clima mais poético. Em nenhum momento, se recorre a qualquer narração didática. A intenção da diretora é mesmo procurar a emoção destas recordações do marido, lembrado também numa série de fotografias tiradas por ela e que, numa cena, são penduradas por uma menina nos galhos de uma árvore seca.

Sequências filmadas mais recentemente em Sintra mostram entrevistas com velhos moradores da cidade, a quem se exibem fotos de Glauber, para ver se o identificam. Uma senhora garante que se lembra dele, que seria um "ator português", visto numa novela, cujo nome ela não recorda. Eryk Rocha, o filho de Glauber e Paula, já tinha recorrido ao passado do pai para realizar seu primeiro filme, "Rocha que voa" (2002) - este um documentário igualmente poético sobre a passagem de Glauber por Cuba, entre 1971 e 1972.

Fonte: Neusa Barbosa, do Cineweb

"Piratas", camelôs também têm prejuízos com a pirataria

Nos camelôs na região central de São Paulo, um CD com cópias ilegais de músicas custa R$ 3, dois saem por R$ 5. As opções, porém, são limitadas. Tem Victor & Leo, com o álbum "Borboletas", e Mariah Carey, com o hit de novela "I Want to Know What Love Is". Mas nada de Pitty e NX Zero, que também estão entre os artistas mais tocados em rádios do país.

O motivo é a concorrência da pirataria na internet. De acordo com especialistas em propriedade intelectual, os consumidores preferem copiar arquivos da rede diretamente para os tocadores de MP3, sem passar mais pelos CDs. "A mercadoria está escassa aqui. O pessoal não procura mais, já baixa tudo pela internet. Logo, logo vai acontecer o mesmo com os CDs de jogos. As vendas já caíram bastante", diz um vendedor de jogos eletrônicos piratas da rua Santa Ifigênia, no centro de São Paulo. Em sete quadras, a Folha não encontrou nenhuma banca com cópias de álbuns de artistas.

Só havia CDs com canções gravadas em formato MP3, reunidas de acordo com o estilo musical. "Esse aqui é muito melhor que CD normal. Tem mais de cem músicas", propagandeava o vendedor. Na região da rua 25 de março, no centro de São Paulo, só dois camelôs vendiam CDs gravados com músicas em formato tradicional nas seis quadras percorridas pela reportagem.

De acordo com a APCM (Associação Antipirataria de Cinema e Música), o número de CDs gravados apreendidos no país caiu 74% desde 2006, no período de janeiro a setembro. "Estamos encontrando menos CDs nas ruas porque há uma quantidade menor sendo vendida", afirma Antonio Borges Filho, diretor-executivo da associação.

A Associação Brasileira de Produtores de Disco destaca que a diminuição da pirataria de CDs gravados não significa queda no número de cópias ilegais de músicas. Paulo Rosa, presidente da entidade, afirma que o mercado fonográfico é o mais exposto à pirataria digital porque o arquivo de música pode ser copiado rapidamente na internet, ao contrário do que ocorre com filmes, jogos e programas de computador.

Borges destaca que o mercado de DVDs piratas é menos afetado pela concorrência da internet que o de CDs. "A banda larga só agora se difunde no Brasil. A demora ainda é muito grande para baixar um filme ou um desenho", diz Borges.

Ele diz que, com a disseminação da internet rápida, a tendência é que haja migração também no mercado audiovisual. Segundo dados do IBGE, o acesso à banda larga duplicou no país entre 2005 e 2008. Segundo o instituto, 80% da população brasileira que acessou a internet em domicílio no ano passado usou banda larga

Fonte: Verena Fornetti/Folha de S.Paulo

Palmeiras de 1999 é o último grande time da América, segundo a BBC

O Palmeiras de 1999 foi considerado pela "BBC" o último grande time sul-americano. Segundo a reportagem do site inglês, a equipe comandada por Luiz Felipe Scolari foi a última que pode ser colocada como um time realmente perigoso. O site classifica a vitória do Manchester United no Mundial daquele ano como resultado de um momento mágico e único de Roy Keane, autor do gol do título, já que os brasileiros dominaram a partida inteira.

O segredo, dizem os ingleses, foi a união de grandes estrelas em um só time: Zinho, Júnior Baiano, César Sampaio, Marcos, Roque Júnior, Júnior, Arce e Alex são os grandes destaques para o veículo. "Atualmente, não existe um clube na América do Sul capaz de ter a qualidade e a experiência que aquele time apresentava naquele ano", diz a reportagem que lamenta pela saída precoce de grandes estrelas do futebol brasileiro.

O site não deixa de lembrar que Internacional e São Paulo foram campeões do mundo neste período, mas dizem que o título foi um lance de sorte, como o que aconteceu com o Manchester United em 1999. O Boca Jrs de 2007 é relembrado como um bom time, mas que não foi capaz de segurar o Milan, de um inspirado Kaká. Já o título corintiano de 2000 não é lembrado pela reportagem.

O site termina o artigo questionando se o Estudiantes da Argentina será capaz de causar algum problema para o Barcelona. Será o time de Sebastian Verón bom o suficiente para dar para a América do Sul mais um título de campeão mundial de clubes?

Fonte: Abril.Com