Mostrando postagens com marcador ECONOMIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ECONOMIA. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Tarifas podem variar até 62% entre bancos, diz Fundação Procon

A diferença de valor entre os pacotes padronizados de tarifas bancárias pode chegar a 61,9%, segundo pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP e divulgada nesta segunda-feira. O menor valor encontrado foi de R$ 10,50 (banco Itaú) e o maior, de R$ 17,00 (Safra).

A pesquisa comparou as tabelas de serviços prioritários e de pacote padronizado vigentes em 03/05/10 com as praticadas em 16/05/11 em sete instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander.

O levantamento constatou que a Caixa Econômica Federal e o Itaú mantiveram o mesmo valor nesse período. Já o Banco do Brasil elevou o valor do pacote, enquanto as demais instituições reduziram.

COMPARE OS VALORES ENTRE MAIO DE 2010 E MAIO DE 2011

Banco do Brasil - de R$ 13,00 para R$ 13,50
Bradesco - de R$ 14,50 para R$ 12,50
Caixa - R$ 15,00
HSBC - de R$ 17,00 para R$ 13,50
Itaú - R$ 10,50
Safra - de R$ 20,00 para R$ 17,00
Santander - de R$ 18,00 para R$ 14,00

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Dois terços de novos empregos são gerados por pequenas empresas, diz Ipea

As pequenas empresas foram as principais responsáveis pela criação de empregos em dez anos -- entre 1989 a 2008. A cada três ocupações abertas no setor privado não agrícola, duas foram em pequenas empresas com até dez funcionários, mostra pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgada nesta quinta-feira.

O levantamento aponta que, em 2008, os empregados em pequenos negócios representavam 27,1% do total de trabalhadores assalariados do país. Já os empregadores correspondiam por 78% do total de empresários e postos de trabalho por conta própria. O Ipea mostra ainda que, em 2008, a renda média dos ocupados nestes estabelecimentos foi de R$ 902,10, sendo R$ 633,03 para os empregados assalariados, de R$ 2.607 para empregadores e R$ 807,34 para trabalhadores por conta própria.

Contudo, somente 29,4% do total de vagas em negócios com até dez trabalhadores tinham alguma proteção pela atual legislação trabalhista. Entre os ocupados por conta própria, apenas 16,7% estavam amparados pela lei. Já entre os assalariados o percentual foi maior, de 40,8%, e entre os empregadores ficou em 55,8%.

Segundo o estudo, "a presença de ocupações precárias e de baixa remuneração continua a ser um dos problemas estruturais que atingem os pequenos negócios no Brasil". Dentro dos pequenos empreendimentos, 18,7 milhões eram trabalhadores por conta própria (48,7%), 16,5 milhões eram empregados assalariados (43%) e 3,2 milhões eram empregadores (8,3%).

Em relação a jornada de trabalho, 15,4 milhões (40,3%) trabalhavam mais de 44 horas por semana. Já no quesito escolaridade, apenas 10,8% dos ocupados tinham ensino superior, completo ou incompleto. A maioria possuía ensino fundamental, 48,2%, e outros 41% estavam no ensino médio. Sobre as perspectivas para os próximos anos, o Ipea aponta que até 2020 há possibilidade de geração de 19,3 milhões de ocupações no setor não agrícola, sendo que mais da metade será nos pequenos empreendimentos.

Fonte: Folha Online

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Salário mínimo vale duas cestas básicas pela primeira vez em quase 40 anos

Dados divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostram que pela primeira vez desde 1972 o trabalhador que mora na cidade de São Paulo comprometeu menos da metade do salário mínimo na compra dos produtos da cesta básica. Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, a queda dos preços dos alimentos na capital paulista em 2009, ao lado da política de recuperação do mínimo, ajudaram a diminuir o comprometimento da renda com a cesta básica.

De acordo com José Maurício Soares, coordenador da Pesquisa Nacional de Cesta Básica, o fato de a despesa com os alimentos ter caído e de o salário mínimo estar nos últimos anos sob o impacto da política de recuperação de valor fazem com que sobre mais dinheiro no bolso do brasileiro. Para se ter uma ideia de como esta evolução tem se comportado, em 1994, por exemplo, a relação entre cesta básica e salário mínimo era de 102,35% - a mais alta desde 1959, quando o Dieese começou a fazer a pesquisa. Ou seja, era necessário mais de um mínimo para arcar com as despesas com gêneros alimentícios. No ano passado a relação foi de 49,47%.

"Com uma certa folga no orçamento, o brasileiro passa a ter mais condições de pagar as dívidas, sair do cheque especial e até fazer outros gastos", explica Soares. Daí o fato de muitas empresas estarem cada vez atentas ao consumidor que tem a renda atrelada ao salário mínimo. Com a política do aumento real do seu valor, iniciada em 1995, o brasileiro tem conseguido uma sobra de caixa e chamado a atenção até mesmo das empresas de turismo, como a operadora CVC (leia mais ao lado).

O levantamento do Dieese mostra ainda qual é a jornada de trabalho necessária no mês para a compra da cesta básica. No ano passado foram necessárias em São Paulo 109 horas e 53 minutos - menos que as 126 horas e 54 minutos de 2008. Assim como na relação entre cesta básica e salário mínimo, 1994 foi o momento mais crítico. Naquele ano era preciso trabalhar 225 horas e 10 minutos para arcar com as despesas dos gêneros alimentícios básicos.

De acordo com o coordenador do Dieese, a conclusão é que já foi necessário trabalhar mais para comprar a cesta básica, "mas historicamente também já se trabalhou menos", ressalta. Em 1959, quando o Dieese começou a fazer a pesquisa, era preciso trabalhar apenas 65 horas e 5 minutos para comprar a cesta básica. Para o especialista, de uma forma geral o preço da cesta básica se comportou bem no ano passado e pelo menos até abril não deve apresentar sobressaltos. Até o meio da década passada, lembra, ela chegava a subir 30%, 40%, até 50% ao ano.

Cesta Básica

Segundo o Dieese, das 17 capitais pesquisas, apenas em Belém os custos dos alimentos subiram em 2009 (2,65%). A maior queda foi em João Pessoa (-14,95%). A capital da Paraíba foi onde se precisou de menos tempo de trabalho para comprar da cesta básica, 80 horas e 44 minutos. Já em Porto Alegre foi necessário trabalhar 112 horas e 24 minutos.

Fonte: Paula Pacheco/AE