quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Elvis ("Não Morreu") Presley chega aos 75 na crista da onda


Ele foi embora há 33 anos, mas vários eventos e livros lançados nesta semana mostram que, 75 anos depois do seu nascimento, Elvis não morreu - nem seus rendimentos. Elvis Presley, que na verdade faleceu em 1977, aos 42 anos, é uma das mais lucrativas celebridades já mortas, tendo arrecadado 55 milhões de dólares em 2009, segundo o site Forbes.com. O negócio é administrado pela Elvis Presley Enterprises, revitalizada em 2005 pelo magnata do entretenimento Robert Sillerman.

O aniversário do Rei do Rock, em 8 de janeiro, será celebrado com um bolo na sua residência, chamada Graceland, com uma nova exposição de trajes, maratonas cinematográficas, um aplicativo do Facebook, um cruzeiro marítimo dentro de alguns meses e uma boneca Barbie alusiva à canção Jailhouse Rock. No mundo todo, vários eventos marcarão o aniversário, o que incluiu a cidade australiana de Parkes, onde anualmente ocorre uma reunião de imitadores de Elvis, que adotam as roupas e os penteados do ídolo apesar do calor de 40 graus Celsius.

Três novos livros sobre o cantor - cuja vida já foi esmiuçada em cerca de 50 outras obras - também vão jogar lenha na fogueira do marketing, à luz da qual Elvis permanece jovem e magro, ao contrário do que ocorreu em seus últimos anos de vida. A escritora Allanna Nash examinou o papel das mulheres na vida de Elvis no seu quarto livro sobre ele, ''Baby, Let's Play House'' (''Garota, vamos brincar de casinha''), concluindo que havia um vínculo doentio com sua mãe, Gladys, e que o fato de ele ter tido um gêmeo natimorto condicionou negativamente seus relacionamentos.

''Acho que o que ele queria das mulheres era ser tratado como filho, mas ele só saía com mulheres mais jovens, então isso nunca acontecia'', disse Nash à Reuters após entrevistar várias namoradas, amigos, colegas e parentes para o livro. ''Mas o que realmente me surpreendeu foi que descobri que ele continuou emocionalmente com uma idade de 15 a 17 anos. Acho que por isso ele continuou gostando de meninas de 14 anos e encontrou muita felicidade em ser mentor delas. Ele próprio estava preso como adolescente'.

Fonte: Belinda Goldsmith/Reuters Life
Foto: Divulgação

"Sherlock Holmes", de Guy Ritchie, alia cérebro privilegiado a músculos

O diretor Guy Ritchie teve uma missão nada elementar para criar a sua versão de Sherlock Holmes que estreia nesta sexta-feira (8) nos cinemas brasileiros: transformar o personagem cerebral criado por Arthur Conan Doyle em um herói digno de filmes de ação. Nesta nova encarnação de Holmes na tela grande, estrelada por Robert Downey Jr., o detetive e seu fiel escudeiro Dr. Watson, vivido por Jude Law, tentam solucionar o mistério de Lord Blackwood (Mark Strong), vilão que continua aterrorizando a Inglaterra.

“Procurei não me deixar levar pela visão de que Sherlock Holmes era um ser puramente intelectual. Um dos pontos mais interessantes para mim, e acho que único deste projeto, foi a possibilidade de confluência entre o intelectual e o físico”, revelou o cineasta em uma entrevista via satélite, de Londres, da qual o G1 participou. Leia abaixo trechos da entrevista.

Pergunta - Quando teve início a sua relação com Sherlock Holmes?
Guy Ritchie - Meu contato com Sherlock Holmes começou quando eu tinha seis anos e fui enviado a um colégio interno inglês. A única diversão que tínhamos à noite, caso todos se comportassem, era através de fitas que tocavam algumas histórias nos alto-falantes dos dormitórios e que eram repetidas às vezes. As fitas mais populares eram as do Sherlock Holmes. Minha infância foi embalada por Sherlock Holmes dos seis aos dez anos, e tenho boas lembranças.

Pergunta - Sherlock Holmes é um personagem que já foi interpretado várias vezes. Qual foi o seu critério para diferenciá-lo das versões anteriores?
Ritchie - Bem, na verdade, eu não assisti a muitas das outras versões. Isso me deu a vantagem, ou desvantagem, de não saber como o personagem havia sido interpretado. Cheguei a assistir a algumas interpretações de [Basil] Rathbone mas foi há tanto tempo que não consigo mais me lembrar de como eram. Assim, não fiquei preso a outras representações de Sherlock Holmes e pude desenvolver um tom próprio para o personagem.

Pergunta - Holmes sempre foi retratado de maneira mais intelectual. Quais foram os desafios para fazê-lo como personagem de um filme de ação?
Ritchie - Os desafios foram constantes e lidamos conforme iam aparecendo. Eu procurei não me deixar levar pela visão de que Sherlock Holmes era um ser puramente intelectual. Um dos pontos mais interessante para mim, e acho que único deste projeto, foi a possibilidade de confluência entre o intelectual e o físico. Obviamente, nas produções anteriores sua intelectualidade prevaleceu, mas por outro lado, [Arthur] Conan Doyle era um entusiasta de artes marciais muito antes delas estarem na moda, pelo menos na Europa. Eu queria que este fator influenciasse nossa narrativa, de forma que apresentássemos o lado físico de Sherlock Holmes de modo muito mais marcante que em outras interpretações. Foi, portanto, uma questão de encontrar o equilíbrio entre apresentar seu lado intelectual e físico. Tentamos estabelecer isso no começo do filme, de que ele podia processar intelectualmente uma enorme quantidade de informações em tempo rápido mas que podia também utilizá-las fisicamente.

Pergunta - Quais as características de Robert Downey Jr. que o convenceram de que ele seria o ator certo para interpretar o personagem?
Ritchie - Acho que Robert Downey Jr. foi mais adequado para o papel do que eu pensava originalmente. Eu achei que ele seria uma boa escolha, mas tinha um certo receio sobre se um ator norte-americano poderia absorver tão perfeitamente o sotaque britânico. Eu me comprometi com o Robert Downey Jr. antes de assistir ao “Chaplin”. Todos me diziam que deveria assisti-lo e não me preocupar com o sotaque, mas ousei não assistir ao filme porque eu estava tão paranoico com a ideia de que estaríamos perdidos caso ele não pudesse absorver perfeitamente o sotaque. Porém, na sua primeira leitura do roteiro, meu medo desapareceu. Ele tem uma voz profunda e forte e ele é tremendamente intelectual e rápido. De fato, eu não consigo acompanhá-lo (risos). Seu cérebro se adequa ao modo de pensar de Sherlock Holmes. Não consigo imaginar outra pessoa interpretando o papel, e também gosto da ideia de que é um ator norte-americano interpretando um ícone inglês.

Pergunta - O que mantém Sherlock Holmes imortal?
Ritchie - Acho que ele foi o primeiro detetive popular. As pessoas são fascinadas por detetives porque a vida é uma jornada filosófica, e eles revelam os mistérios. Acredito que, de alguma forma consciente ou inconsciente, sempre estaremos interessados em alguém que tenha a habilidade de acrescentar magia a um entendimento literal. Sherlock Holmes foi o pioneiro neste movimento. [Arthur] Conan Doyle transformou Sherlock Holmes em um ícone popular de forma fantastica, e o legado continua.

Fonte: Paoula Aboul Jaoude/G1

Briatore, liberado de condenação, agora ameaça processar Nelson e Nelsinho Piquet

Depois de ver a Justiça francesa suspender o banimento que a FIA lhe impôs, Flavio Briatore agora diz que deve processar Nelson e Nelsinho Piquet pelo escândalo da armação do resultado do GP de Cingapura de 2008. "Não vou esquecer em um dia o mal que eles me fizeram", disse o ex-chefe da Renault, que também perdeu o cargo por seu envolvimento no escândalo, trazido à tona por Nelsinho pouco depois de ser demitido da escuderia.

Os Piquet não devem ser os únicos a ter de enfrentar Briatore nos tribunais. O italiano disse ainda que irá falar com advogados para saber se deve processar também pilotos que quebraram contratos com ele, como Lucas di Grassi e Heikki Kovalainen. Bernie Ecclestone, detentor dos direitos comerciais da F-1, afirmou que Briatore será bem-vindo ao paddock da F-1. 'Não há motivo para que ele não volte a gerenciar a carreira de pilotos'', afirmou o dirigente inglês.

'Nem mesmo os assassinos recebem punições perpétuas hoje em dia, e o tribunal parece estar de acordo'', completou Ecclestone.

Fonte: Folha de S.Paulo

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Gripe A: nova técnica pode produzir vacina três vezes mais rápido

Em vez de serem cultivadas em ovos de galinha, como acontece hoje, as vacinas de gripe do futuro poderão ser obtidas a partir de células de mariposas, num processo bem mais rápido do que o disponível atualmente. Pesquisadores austríacos demonstraram a viabilidade da ideia ao obter uma imunização contra o vírus da gripe suína com as células de insetos.

A equipe liderada por Florian Krammer, da Universidade de Recursos Naturais e Ciências da Vida Aplicadas de Viena, testou com sucesso a vacina obtida em camundongos, constatando que os roedores tinham o sistema imune (de defesa) de seu organismo ativado pelo produto. O avanço é importante quando se leva em conta a metodologia quase arcaica que predomina na fabricação das vacinas contra os vírus da gripe mundo afora. O processo de cultivo em embriões de galinha é complicado e relativamente lento, levando a um ciclo de produção que dura cerca de seis meses.

Já o grupo austríaco, em artigo na revista científica "Biotechnology Journal", afirma ser capaz de chegar ao mesmo resultado em cerca de dois meses. O tempo mais curto de produção poderia fazer grande diferença no número de vidas salvas durante uma pandemia (epidemia mundial) causada por um vírus muito agressivo.

Vírus contra vírus

Krammer e seus colegas se aproveitaram das propriedades de outro agente patogênico, do grupo dos baculovírus, para realizar seus experimentos. Os baculovírus infectam invertebrados -até onde se sabe, não são capazes de fazer o mesmo com mamíferos como o homem. Como muitos outros vírus, eles "convencem" as células de seus hospedeiros a produzirem seus componentes.

O grupo austríaco, portanto, modificou geneticamente os baculovírus para que eles carregassem a receita genética de dois componentes essenciais dos vírus da gripe. Depois, usaram esses vírus alterados para infectar, em laboratório, células de duas espécies de mariposas, bem conhecidas dos cientistas porque, na fase de lagarta, elas são pragas da agricultura.

O truque deu certo: os vírus modificados fizeram com que as células produzissem os componentes da gripe, que não chegavam perto de ter as propriedades do vírus verdadeiro. Mesmo assim, eles eram suficientes para alertar o sistema de defesa do organismo a ponto de ele produzir anticorpos contra o vírus H1N1 que andou aterrorizando o mundo no ano passado. Um desses componentes é a hemaglutinina, uma espécie de "pé-de-cabra" molecular que o vírus da gripe usa para se grudar à membrana das células e então invadi-las.

Os dados obtidos em camundongos de laboratório sugerem que a estratégia é promissora. Antes, porém, é preciso garantir, por exemplo, que o baculovírus não contrabandeie nada de indesejável para as células dos vacinados. Um sinal de que isso é possível é que uma vacina contra o vírus HPV, causador do câncer de colo do útero, é fabricada utilizando a mesma abordagem e já está disponível no mercado da Europa.

Fonte: Reinaldo José Lopes/Folha de S.Paulo

Bienal de Munique 2010 promove estréia de ópera brasileira

A Bienal de Munique, que acontece de 27 de abril a 12 de maio, contará na edição deste ano com presença brasileira. O projeto Amazonas - Teatro Música em Três Partes, com estreia mundial prevista para o dia 8 de maio, tem, além de Klaus Schedl e do ZKM Center for Art and Media Karlsruhe, participação do compositor curitibano Tato Taborda. Com grande trabalho de pesquisa, que também abordará o problema do aquecimento global na região, os compositores contaram com a colaboração dos yanomamis para estreitar o diálogo entre indígenas e europeus. A ópera tem apresentações marcadas em São Paulo, Lisboa e Roterdã.

Fonte: Estadão

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Conheça os 501 melhores filmes de todos os tempos

Se em uma semana um espectador vai ao cinema uma vez e, além disso, assiste a pelo menos dois filmes na TV, em menos de quatro anos ele terá visto mais de 500 obras. Portanto, é até razoável afirmar que muita gente já pode ter degustado mais de 500 filmes em suas vidas. Se é relativamente fácil assistir a essa quantidade de títulos, o mesmo não se pode dizer da qualidade deles. E é a isso que se propõe o livro "501 Filmes que Merecem Ser Vistos" (Larousse, R$ 99), que funciona como um guia de referência do que não pode faltar na estante.

Organizado como uma enciclopédia e dividido por temas - ação, ficção, drama, etc -, a obra traz o título dos filmes originais e em português, data de lançamento, elenco, diretor, prêmios e resenhas. Folhear o livro proporciona descobertas compensatórias, como o japonês "Ran" (1985) e o inglês "Os Doze Condenados" (1967). A maioria dos títulos é facilmente encontrada para a venda em DVD, mas há algumas raridades, como o americano "Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse" (1921) e o soviético "Alexander Nevsky" (1938).

Para a escolha dos títulos foram recrutados seis especialistas: Ann Loyd, editora da The Movie; Rob Hill, acadêmico que estuda efeitos especiais; Ronald Bergan, crítico do The Guardian; Chris Darke, crítico do The Independent; Cara Frost-Sharratt, crítica e editora; e Paul Frost-Sharratt, especializado em resenhas para web. Eles tiveram a missão de responder à seguinte pergunta: "Quais filmes merecem ser vistos?". Cada um deles escreveu um capítulo com os temas. Mas se há um ponto negativo na obra, este é a discórdia. É certo que muitos cineastas irão espernear diante da seleção, mas para alguém que quer montar uma boa cinemateca ou simplesmente ter às mãos um guia de referência, o livro funciona como ótimo ponto de partida.

Há títulos e diretores que são unanimidades em quase todas as listas e nesta também não poderiam estar de fora. É o caso, por exemplo, de Woody Allen, Stanley Kubrick, Pedro Almodóvar, Steven Spielberg, Martin Scorsese e Alfred Hitchcock. A maioria deles com quase uma dezena de títulos listados. Há espaço também para filmes brasileiros. O destaque fica para "Cidade de Deus" (2002), de Fernando Meirelles.

Fonte: Jornal da Tarde

Vôlei brasileiro começa nova década em alta no exterior

Encerrado o ciclo até Pequim-2008, com duas medalhas olímpicas, uma dúvida apareceu no mundo do voleibol brasileiro: conseguiriam José Roberto Guimarães e Bernardinho manter as seleções masculina e feminina entre as melhores do mundo, depois da saída de atletas como Fofão, Walewska, Gustavo e Anderson?

Meses depois, a resposta é um sonoro sim. Campeã olímpica, a equipe verde-amarela feminina encerrou a temporada com a impressionante marca de 96% de aproveitamento. Em 45 jogos, foram apenas duas derrotas, além de seis títulos: Montreux Volley Masters, Copa Pan-Americana, Grand Prix, torneio classificatório para o Mundial, Sul-Americano e Final Four.

A única taça que a equipe não levou para casa foi a da Copa dos Campeões, coincidentemente uma disputa na qual as levantadoras Dani Lins e Ana Tiemi, herdeiras do legado de Fofão e Fernanda Venturini, tiveram atuações oscilantes. "Foi uma temporada de ouro, muito boa", resumiu o técnico Zé Roberto, que também destacou o crescimento da Itália, em sua visão o "melhor time do mundo" no momento.

Entre os homens, Bernardinho promoveu alterações ainda mais radicais: antes nomes certos em convocações, André Heller, André Nascimento e Marcelinho não foram chamados neste ano, dando espaço para novos talentos ou para jogadores que até então não haviam tido grandes oportunidades no time principal, caso de Leandro Vissotto, Thiago Alves, Lucão e Éder.

E os atletas corresponderam à pressão de vestir a camisa amarela, com destaque para a conquista da Liga Mundial. No primeiro torneio do "novo Brasil", a taça foi obtida em um emocionante 3 a 2 contra a Sérvia na casa do adversário, com direito a arbitragem polêmica. Desta forma, a equipe igualou-se à Itália como maior vencedor da história da disputa, com oito títulos.

O ano foi encerrado com chave de ouro, graças à conquista da Copa dos Campeões, no Japão. Uma conquista que ajudou os jogadores da campeã brasileira e sul-americana Cimed/Florianápolis a esquecerem do fiasco no Mundial de Clubes, no qual não passaram da primeira fase.

O destaque da disputa, entretanto, esteve mais nos bastidores. De volta após 17 anos fora do calendário, o torneio foi marcado pelo teste de uma nova regra, a "Golden Formula", no qual o primeiro ataque de cada jogada deveria ser feito de antes da linha dos três metros. A medida, que tinha por objetivo aumentar o número de ralis, sobrecarregou ponteiros e opostos, além de praticamente deixar centrais sem função. Por conta disso, não agradou a quase ninguém e deve ser esquecida em 2010. "É uma regra horrorosa em todos os sentidos", avaliou Bernardinho.

Equipe de Vissotto, o Trentino, da Itália, ficou com o primeiro lugar no pódio do Mundial, cuja versão feminina ainda aguarda confirmação para 2010. Se for mesmo realizada a disputa, o representante sul-americano será o Sollys/Osasco que bateu o Unilever (ex-Rexona/Ades) na decisão da disputa continental. Este título, aliás, foi a volta por cima de uma equipe que encerrou o primeiro semestre seriamente ameaçada de extinção. Em abril, um dia após perder o título da Superliga pelo quarto ano seguido, o Finasa, principal patrocinador da equipe paulista, anunciou a desistência do apoio, criando uma enorme crise na modalidade.

Além do Finasa, Unisul e Santander também retiraram seus investimentos, mas a situação aparentemente caótica pouco a pouco se dissipou com a chegada de novos patrocinadores, caso do Sesi, da Sollys e da Sky, que promoveram um intenso movimento de repatriamento, trazendo de volta ao país nomes como Giba, Rodrigão, Gustavo, Murilo e Jaqueline.

Pelo lado inverso, o Brasil perdeu apenas Paula Pequeno, que após anos de resistência se viu obrigada a aceitar a excelente proposta do Zarechie Odintsovo, da Rússia. A saída da MVP das Olimpíadas de Pequim poderia ser compensada pela contratação da tricampeã olímpica Regla Bell pelo Blausiegel/São Caetano, mas a cubana ainda não mostrou a que vem, tendo atuações discretas.

Em 2010, a temporada do vôlei terá como destaque a disputa dos Mundiais. Entre os homens, o Brasil tentará o terceiro título consecutivo na Itália, a partir de setembro. Já a meninas terão como meta conquistar a única taça que ainda lhes falta - a equipe foi vice em 1994 e 2006 - entre outubro e novembro, no Japão.

Vôlei de Praia - O vôlei de praia em 2009 foi marcado pela superação da dupla Juliana e Larissa, que conquistou o quarto título do Circuito Mundial pouco mais de um ano após o drama vivido pela cearense. Em 2008, Juliana precisou abdicar das Olimpíadas de Pequim devido a uma grave lesão no joelho.

Entre os homens, o título do Circuito foi para a dupla alemã Brink/Reckermann, que também conquistou o título mundial, em junho. As brasileiras chegaram a sonhar com a taça da versão feminina da disputa, mas o ouro foi para as norte-americanas Ross/Kessy. Nos bastidores, o que mais chamou a atenção foi a separação da dupla Ricardo e Emanuel, que decidiram encerrar uma união de sete anos que chegou ao auge com o título olímpico em Atenas-2004.

Fonte: Gazeta Press

EUA já fazem revista em passageiros de sete países

Os Estados Unidos anunciaram neste domingo um reforço do controle sobre os passageiros de voos procedentes de certos países, dez dias após o frustrado atentado contra um avião da Northwest Airlines que ligava Amsterdã a Detroit. Por determinação da Administração da Segurança nos Transportes (TSA), foi reforçado o controle sobre todos os passageiros procedentes de países considerados patrocinadores do terrorismo "ou de qualquer outro país envolvido".

A TSA não precisa que países integram a lista do controle reforçado, mas Cuba, Irã, Sudão e Síria são os quatro Estados que figuram na relação dos patrocinadores do terrorismo internacional. Junto com os passageiros que voem a partir ou através desses países, os viajantes provenientes da Nigéria, Iêmen e no Paquistão serão revistados e suas bagagens de mão devem passar por análises, informou neste domingo o site americano "Politico".

A agência de segurança dos transportes dos EUA informou que também tinha emitido normas de segurança para todas as companhias aéreas americanas e internacionais, com voos para os EUA, que incluem a revista aleatória de passageiros. As regras devem entrar em vigor nesta segunda-feira e fazem parte da reação americana à tentativa de atentado realizada pelo nigeriano Umar Faruk Abdulmutallab, que tentou explodir um avião da Northwest Airlines com quase 300 pessoas a bordo pouco antes do pouso em Detroit (norte dos EUA) no dia de Natal. Depois de preso, ele admitiu ter sido treinado e equipado pela rede Al-Qaeda no Iêmen.

Embaixadas

Neste domingo, EUA e Reino Unido chegaram a fechar suas embaixadas no Iêmen por medo de ameaças terroristas --o comunicado dos EUA admitiu que a origem dessas ameaças era a rede liderada por Osama bin Laden. Os dois países anunciaram também que irão reforçar as polícias iemenitas, em novo esforço de combate ao terrorismo.

No comunicado de hoje, a Embaixada dos EUA em Sanaa diz fechar as suas portas devido às "atuais ameaças da Al Qaeda na Península Arábica" em "atacar interesses americanos no Iêmen". O comunicado não esclarece por quanto tempo essa representação diplomática permanecerá fechada. Na nota, a embaixada lembra seus cidadãos de que devem "manter um nível alto de alerta" e "pôr em prática medidas de segurança".

Depois dos Estados Unidos, foi a vez de o Reino Unido anunciar o fechamento da embaixada em Sanaa, por tempo indeterminado. No comunicado, a porta-voz da chancelaria britânica se recusou a informar se alguma ameaça específica havia sido feita.

Fonte: Folha Online/France Presse e Reuters

domingo, 3 de janeiro de 2010

Disney estende domínios com aquisição de parte da empresa de Stan Lee

A Disney, que comprou a Marvel, fez uma parceria com a POW! Entertainment. A empresa pertence a Stan Lee, 87, que trabalhou na Marvel e ajudou a criar vários de seus personagens, entre eles, o Homem-Aranha e o Incrível Hulk. A Disney adquiriu 10% da POW! por US$ 2,5 milhões (R$ 4,35 milhões). A empresa comprou também direitos da parte criativa e serviços de consultoria. A informação foi publicada hoje no site da "Hollywood Reporter".

As duas companhias já haviam feito um acordo em 2007. Na quinta-feira, os acionistas da Marvel Entertainment aprovaram a venda da empresa, dona de mais de 5.000 personagens de ficção, entre eles o Homem Aranha e o Incrível Hulk, à companhia Walt Disney, em uma transação de mais de US$ 4 bilhões (cerca de R$ 7 bilhões).

O acordo entre a Disney e a POW! também foi firmada na quinta-feira. Analistas acreditam que a Disney entrou no negócio para ter a parte criativa de Stan Lee no desenvolvimento de conceitos e histórias que possam ser aproveitadas em várias plataformas, de games até o canal de TV. Outra hipótese é que a Disney queria aproveitar o conhecimento de Lee sobre o universo da Marvel --ele não está envolvidos com os quadrinhos da Marvel desde o começo dos anos 1990.

Fonte: Folha Online

sábado, 2 de janeiro de 2010

Escritor inglês biografa Lula e não se furta de falar do mansalão

O leitor desavisado que visse na vitrine a capa do livro Lula do Brasil - a história real, do Nordeste ao Planalto poderia achar que fosse o roteiro do filme Lula, o Filho do Brasil, uma ode à história do presidente da República que chegou aos cinemas ontem. Embora no cartaz do filme a figura central seja a atriz Glória Pires, que interpreta Dona Lindu, mãe de Lula, e a capa do livro seja o próprio Lula, a inspiração é a mesma. O conteúdo, no entanto, tem diferenças.

O filme relata a trajetória do presidente da infância à militância no movimento sindical. É inspirado em outro livro, com o mesmo título, da jornalista Denise Paraná. Lançado na onda da badalação da obra do cineasta Fábio Barreto - que sofreu um acidente na noite do dia 19 e está internado no Rio de Janeiro - o livro Lula do Brasil, do pesquisador e brasilianista inglês Richard Bourne, traça a biografia do presidente do nascimento até a reeleição, em 2006. Tem uma visão bem mais crítica. O saldo, porém, é positivo para o presidente.

Bourne cita o mensalão, pior escândalo do governo Lula, o fracasso do programa Fome Zero e o "recado" dos eleitores, que levaram o presidente ao segundo turno em 2006. Também revela a proximidade de Lula com o ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti, que renunciou em meio a denúncias de cobrança de propina para prorrogar contratos de restaurantes da Casa. O livro cita também os negócios obscuros do filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, à frente da empresa Gamecorp.

O autor diz que havia uma dúvida permanente na sociedade sobre o quanto Lula sabia do esquema de caixa 2 e suposto pagamento a parlamentares. "Se ele sabia, então era cúmplice. Se não sabia, era um administrador negligente", diz Bourne. Para o autor, o trabalho de Lula "como construtor da democracia e de uma sociedade mais justa está visivelmente incompleto" e "a primeira presidência de Lula foi obscurecida pela sombra negra do papel oculto do dinheiro na política".

O livro de 360 páginas - mais 90 de fotografias -, lançado pela Geração Editorial, dá ênfase à trajetória do menino pobre que chegou à liderança do movimento sindical, à fundação de um partido e à Presidência da República. "Se Abraham Lincoln fora para os americanos do século 19 um símbolo de que era possível começar a vida numa cabana de lenhador e terminá-la na Casa Branca, a história de Lula, o migrante oriundo de um lar desfeito que perdera o dedo num acidente de fábrica parecia igualmente inacreditável e inspiradora", diz o autor.

Fonte: Luciana Nunes Leal/Estadão